O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é um dos maiores complexos cársticos do Brasil, abrigando
mais de 200 cavernas, sítios arqueológicos e pinturas rupestres. A unidade de conservação foi
estabelecida em 21 de setembro de 1999 e é um Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela
UNESCO. A 662 km de Belo Horizonte,
o parque é um importante local para a preservação da biodiversidade e da história humana. Com uma
área de 56.4482 hectares que abrange os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões,
na região norte de Minas Gerais.
Abriga mais de 2000 espécies de plantas e animais, sendo muitos deles em extinção. Tem fácil acesso, com estradas pavimentadas e em boas condições para chegar até a sua sede. Mais de 140 cavernas, mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres, além da tribo indígena dos Xakriabás.
A origem data de milhões de anos, ainda quando parte do Brasil estava submersa pelas águas de um mar interior e que com a elevação do nível da Terra fez secar esta água. Este processo deixou inteiros grandes maciços de calcário que hoje abrigam milhares de cavernas espalhadas pelo Brasil. O Rio Peruaçu, um dos afluentes do Rio São Francisco, teve seu curso natural fechado por um desses maciços e com o tempo a ação erosiva das águas foi esculpindo o calcário, em busca de uma saída.
A ação do tempo resultou num conjunto de cavernas, muitas ainda virgens, que tem atraído espeleólogos em busca de grutas ainda não catalogadas. A visitação pública deve ser feita com muito cuidado para não danificar os espeleotemas que levaram milhões de anos para se formar.
Eu estava sem celular e minha querida companheira de caminhada fez a foto acima, entre outras, a meu pedido. Sobre a origem do nome e a localização do parque. Aliás, ela era a mais nova do grupo e eu a mais velhinha... ou seja, o grupo "percorre" no mínimo 60 anos. E uma aprendizagem rica para a vida vem a ser "cada pessoa saber reconhecer seus limites e suas possibilidades". E buscar ajuda... e buscar trocas enriquecedoras...
NOSSOS PASSEIOS:
Primeiro dia, 31.12.25: caverna REZAR... Gigante!. Um deslumbre... muita história, muita espiritualidade... e muitos degraus na subida e na descida... light pras velhinhas e pros adolescentes...
Voltando... todo mundo pra piscina, quentinha! do sol! Até a virada ... teve gente que não aguentou ... Muita conversa boa, cerva, vinho, espumante... Música ao vivo, bacanérrima... E ceia ma-ra-vi-lho-sa, comida geraizeira, como costumamos dizer, nós do Jequi, Mucuri e norte de Minas.

Terceiro dia: 2 de janeiro: Circuito Arcos do André, mais Troncos e Cascudos, mais Mirante do Mundo Inteiro. Aproximadamente 16 km. Circuito mais exigente da expedição, nível de dificuldade HARD. Formações rochosas exuberantes e visual grandioso do Mirante do Mundo Inteiro. Teve gente que não foi, ficaram na piscina dia todo, esperando a turma chegar pra dar um 'tibum' e beber umas, churrasco e música ao vivo...
E quarto e último dia: Gruta do Janelão, nível de dificuldade moderado, esforço amplamente recompensado pelas paisagens no interior da gruta. Experiência de ressignificação de cavernas, ou grutas, antes nos parecia lugares fechados, escuros, úmidos... nada disso! A imensidão da gruta do Janelão, parecem quatro ou cindo grutas separadas por claraboias onde se via o céu lindo, por entre espeleotemas* deslumbrantes, onde fazíamos exercícios de pareidolia*, divertidíssimos...
1. Coletivo de borboletas: "Panapaná" ou "panapanã" vêm do tupi panapa'ná. A região é cheinha de panapapás de borboletas amarelas.
Trata-se de uma tendência - e/ou reação do cérebro - da nossa percepção, de impor uma interpretação significativa a uma estímulo, geralmente visual, de modo que vemos objetos familiares onde existem outras formações. Exemplos comuns são imagens percebidas de animais, rostos ou objetos em formações de nuvens - quem nunca já ficou por horas olhando pro céu e vendo inúmeros objetos e outras figuras?, eu fazia isso muito quando criança. Esse fenômeno de alteração de percepção não é considerado, normalmente, um problema sério, a não ser que se associe a outros distúrbios - delírios, alucinações, obsessões...
E, com isso, chegamos às ...
TRETAS:
1. pareidolia era o que não faltava em todas as cavernas... Víamos de tudo, teve gente que até conversava com as tartarugas ninja, teve gente que lembrou de Antoni Gaudi, famoso arquiteto espanhol, e do Templo da Sagrada Família, em Barcelona, poia a entrada de uma caverna era "a cara" do templo. Serviu de pretexto para "planejarmos uma viagem à Europa, quem sabe... E teve gente - ou gentes - que, na LAPA DO CARLÚCIO, se não me engano, vimos uma enormidade de falos, falinhos e falaços... aff... foi difícil sair de lá ...

2. Teve gente que "apaixonou", fez tatuagem (falsa) com o nome da pessoa no braço, maior PIROPA! nós do Coletivo SBC usamos esse termo - aprendido com Chico Buarque - para CANTADA... e tem as piropas legais, correspondidas, e as piropas ruins, quase assédio, diríamos... E não confundam : trata-se de piroPa. Mas essa piropa não colou... e a pessoa custou a "apagar" o nome da outra, "tatuado de mentirinha";
3. Por falar em tatuagem: tivemos uma noite de tatuagens!!! Grande tatuador das geraizeiro...
A menorzinha e mais comentada, uma "tatuagem participativa", com torcida, enquete sobre a cor, platéia e tudo mais: a "mandioca", na verdade uma pintura rupestre de uma das cavernas... o neto veio correndo lá da cozinha, a treta já estava por lá: "Vó, verdade que você vai tatuar uma mandioca!!!"
4. E a treta das tretas: o 'homi' da melancia - ou: A melancia da discórdia. Cada um(a) deve ter uma história sobre essa treta. A minha é essa:
Pensa num 'homi bunito'.......... esse é mais ..... não tem uma mulher que não se encante com o seu sorriso ... e ele parece que vive sorrindo. Hypado!
E uma das nossas já tinha ido nessa expedição no ano passado e contou pra todo mundo sobre o 'homi' um dia antes ... e com tal ênfase que todas já tinham fantasiado milhões de coisas - tipo um exercício de pareidolia: a camiseta mostrando os músculos, o caldo da melancia caindo no seu peito...haja imaginação - e eu não tinha participado desse exercício, só fiquei sabendo por alto...
E fiz o meu exercício a partir de matéria do Fantástico (acho) vista recentemente. Pois quando estávamos no rio São Francisco, eu na areia e todas na água, o 'homi' chegou da água (parecendo abertura do Fantástico) com a melancia enorme na mão... aí eu comecei a gritar pro povo: venham!!! o 'homi' da melancia!!! ela já vai cortar e dita! e é muito rápido!!! e ele ficou sem graça e disse: Não, não é rápido não, eu corto devagar... foi aí que vi que não era o 'homi' do Fantástico... kkk
Mas quando a mulher dele, que o ajuda na barca, viu aquele entusiasmo, as mulheres todas correndo e saindo da água, ela correu pro lado dele e ficou ali de olho. Gente, e todo mundo chupando a melancia - docinha... - e huuummm - fazendo pareidolias mil ...
Ela não desgarrou dele nem mais um minuto. Imaginamos 'pareiodolicamente' que, naquela noite, ele tinha dormido de calça jeans. "Agora você corta essa melancia só pra mim, depressinha!", dizia a mulher... tudo pareidolia ... e risaiada...
Enfim... a despedida no cactos florido da casa dos nossos queridos anfitriões, lindo:
E uma pareidolia final:
Brincadeira ... só uma lagartixa enorme na parede da piscina...
Abraços carinhosos,
Santuza TU













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