terça-feira, 23 de abril de 2013

O dia do Forró, Bobagem e Cerveja ou... Mulheres Contemporâneas



Gente, era chuva demais da conta!!! só foi mulher!!! Aí nós nos perguntamos: os homens são de açúcar? Não saem na chuva? Mas porque? Aí foi só conversa sobre homens, sem nem precisar de limpar o canto da boca com as mãos, as gotas foram caindo e se misturaram com a enxurrada na calçada. Eu disse NÃO!!! Não iria escrever essa crônica de jeito nenhum! Aí a nossa querida visitante, Silvana Baiana, super SBCense, se prontificou. E aí vai... obrigada Silvana, seja bem vinda ao SBC, em grande estilo:

Querida TU,

Muitíssimo obrigada pelo convite para participar desse grupo seleto de mulheres SBCences, mulheres verdadeiramente contemporâneas, que se permitem conversar, rir e brincar, principalmente rir de si mesmas, o riso libertador; e conversar sobre intimidades combatendo os medos e os preconceitos, permitindo o autoconhecimento e o crescimento.

Que bom foi o resgate de nossas leituras da época de juventude, Simone de Beauvoir, O segundo sexo, livro da década de 50, foi meu livro de cabeceira durante algum tempo, super atual, acho que deveria ser leitura imprescindível, a bíblia de todas as mulheres.  "Não se nasce mulher, torna-se mulher". Filósofa existencialista, ela se pergunta por que (ou como?) um gênero se submete a outro como as mulheres se submeteram durante séculos aos homens. E conclui que as mulheres seriam a única categoria que "se alia ao dominador" em busca das vantagens (ou ilusão de vantagens) que esta situação traz. A pessoa que abre mão do trabalho que dá a construção de uma "existência autenticamente vivida" vira escravo, se submete... É essa a idéia... Na minha cabeça a expressão "existência autenticamente vivida" ficou (e fica) como uma expressão chave, orientadora de uma ação/construção prá vida toda. E nos juntarmos, conversarmos sobre nós mesmas, sobre nos conhecer melhor, e também sobre os homens, sobre sexo... Tudo isso vem a ser o princípio da saída, do caminhar.


A sua lembrança de artigo do Contardo Calligaris (psicanalista que escreve na Folha de São Paulo, não é?) que te ajudou a distinguir o prazer e o gozo, que gênio!!! Sim, depois dos anos 50, depois da pílula, reivindicamos o gozo, o orgasmo! Até hoje, na mesa em que haviam mulheres de 20 a 60 anos, todas foram unânimes em sentir ainda na pele a "violência sutil" da "divisão" na cabeça dos homens das puras e das putas, ou seja, a "interdição ao orgasmo", mulher que gosta de sexo, que gosta de gozar estão na categoria de putas, de "comíveis". 

Agora, prazer é outra coisa, por isso se diz Relação sexual, pressupõe uma construção a dois. Vamos, homens, aprender a viver isso!!! Claro, depois que passarmos pela vivência da aceitação/aprendizagem do gozo.

Então, dizem que tem homens no SBC que se propuseram a "comer" todas as mulheres SBCenses. E dizem que elas estão fazendo uma fila, do tipo quem está pensando em comer é que está sendo comido... vamos provar, "cozido ou a vapor", como na música do Skank, banda mineira famosa na Bahia.

Aquele caso contado pela mulher de 50 e tantos anos, linda!!! As mulheres de 20 e tantos se impressionaram. Ela conta que já não era mais virgem, coisa rara para a época, e que tinha se proposto que o homem que se incomodasse com isso seria rejeitado por ela, um babaca. Pois bem, ela começou a namorar o cara e ele perguntou se ela era virgem e ela disse que não, parece que ele não acreditou, pensou que fosse brincadeira. Foram se envolvendo e o fato de transarem aconteceu de maneira natural, pouco tempo depois. Qual não foi o choque da pessoa ao perceber que era verdade que ela não era virgem! Pô, eu tinha te escolhido prá casar!!! Mas a doida, em vez de não mais o querer por isso, como tinha prometido a si mesma, jurou que era com aquele que ela ia se casar, fez uma inversão! É com este que eu caso prá mostrar que não é isso que me faz menos mulher!!! Casaram... Acho que durou uns três anos. Mas o interessante foi também a "conclusão" do homem pensando sobre o caso: É, conheço mulheres que dão qualquer buraco, a orelha, a boca, o cú, e continuam virgem... essa é a moral que queríamos (gente, esse caso aconteceu há uns trinta anos!!!), mulheres e homens, derrubar, e de alguma forma estamos conseguindo, não de maneira linear pois a história não é linear. Que bom que estamos nessa época, que podemos conversar sobre isso e cada vez mais construir uma moral mais baseada no sentido estético, orientada pelo sentido do bonito na vida, não é TU?

Agora, a parte B do encontro é de "rachar os bico", de ter dor de barriga de tanto rir. Dizem que o SBC começa com o C, depois vai pro S e depois atola do B, fica uns 80% do encontro, verdade? Não necessariamente nessa ordem rsrsrs, tem encontro que já fica no B, regado a C, e por aí vai. A teoria feminina sobre homens músicos: dizem que todos (ou quase...) são ótimos... mas tem umas particularidades: os pandeiristas, e os violonistas, são bons de mãos e dedos. Os do cavaquinho também. Já os de instrumentos de sopro são ótimos de beijar e de qualquer coisa com a boca. AFFFF... e os multiinstrumentistas??? Tem também outra teoria, semelhante àquela da nossa SBCense famosa, a Rita, em artigo já postado no blog, aquele sobre categorias de Pintos: o Uizinho, o Ui, o Uizão, e o ChalapChalap, já li e adorei. Então, também esta teoria vem a ser uma categorização (com comentários) do dito cujo: o GG, quase ninguém gosta, só eles mesmo se acham. Tem o tamanho M e o tamanho P;  e tem o PP(o Uizinho). Agora, tem também o PT (o famoso Pinto Torto) parece com o PA (Pinto Anzol), algumas mulheres adoram porque dizem que atinge o ponto G lá dentro, outras nunca encontraram esse tal ponto, outras só do lado de fora. Tem também o modelo Quiabo, o modelo Garrafa Térmica, grande e fino, escorrega. Fico imaginando teorias sobre a xoxota, afff...

Gente, mas o caso do dedão é engraçado demais, a Tu contou e disse que já insistiram prá ela escrever e que ela não conseguiu. Então, como já estamos nesse nível, não posso terminar sem deixar de tentar contar: Trata-se de uma categoria de rapazes “saradões”, dizem que não corresponde, não generalizando mas muitas vezes é PP, o uizinho. Esse cara era. Mas a moça ficou encantada com a parte de cima e foram. Beberam, fumaram, e quando foram para o vapt vupt ela constatou que a noite estaria perdida. Se ela não tivesse, pelo grau de chapação (ela acha) achado lindo o dedão do pé da pessoa! Aí ela resolveu aproveitar a noite com aquele dedão. E, segundo ela, foi ótima, a salvação. Teve dois orgasmos. E a pessoa achou bacanérrimo, ficou encantado. Gente, no outro dia ela não sabia onde punha a cara de vergonha! rsrsrs. ô dó! dizem que ela ficou tipo correndo dele por uns três meses, se encontravam no samba e ela nem chegava perto, mas depois de uns quatro meses ele conseguiu chegar perto e disse que adorou aquele noite no dedão! foi tudo! ficou encantado! kkkkkk

Tu, não consigo deixar de contar a piada sobre as mulheres, já foi contada mas vou dar a minha versão: dizem que um gênio da lâmpada foi visitar Marte, ele era muito curioso a respeito das mulheres de lá. E fez com que uma delas (ou um grupo, talvez) encontrasse uma lâmpada e a roçasse e aí ele apareceu. Mas vocês não acreditam que os três pedidos das mulheres de lá foram muito parecidos com as da terra! Primeiro pedido: que a menstruação fosse uma vez por ano. Atendido em parte, de 6 em 6 meses, pois se precisava continuar a ter filhos para perpetuação dos marcianos. Segundo pedido: gestação menor, atendido, passou-se para 4 meses. Terceiro pedido, recusado, pois se vocês, achando feio, fazem o que fazem, lambem, mordem, apertam, chupam, se fosse bonito vocês arrancariam!!!

Enfim, não fiquei conhecendo pessoalmente a ala masculina do SBC, nenhum! Mas levo prá Bahia uma ótima impressão. Devem ser lindos, deliciosos!, Tô na fila! E voltei firmemente com  a idéia de levar o SBC prá Bahia. Me aguardem...



Termino passando um trechinho do livro que estou lendo agora na praia e me lembrando de vocês,  “A disciplina do amor (fragmentos)” da grande SBCense Lygia Fagundes Telles. ... A minha tiazinha falava muito na falta que lhe fazia esse ombro amigo, apoio e diversão, envelheceu procurando um. Não achou nem o ombro nem as outras partes, o que a fez choramingar sentidamente na hora da morte, mas o que você quer, queridinha?! a gente perguntava. Está com alguma dor? Não, não era dor. Quer um padre? Não, não queria mais nenhum padre, chega de padre. Antes do último sopro, apertou desesperadamente a primeira mão ao alcance :  “É que estou morrendo e não me diverti nada!”

Então, vamos nos divertir, a vida é curta!!! Saudades, beijos...

Silvana Baiana

terça-feira, 2 de abril de 2013

Encontro Musical!!!

Queridos SBCenses
Não somos (APENAS) um bloco de carnaval!
Somos um grupo (ABERTO) de amigos, que usa a música como pretexto para nos reunir, conversar, falar bobagens, fazer novos amigos...
Porque "sem a música, a vida seria um erro", como diz Nietzsche.

Por isso nosso projeto musical continua, e nosso próximo encontro será no sábado:

Data: 13 de abril de 2013
Horário: 15 às 22 h
Local: Bar do Robinho - Praça Tejo,6 - Bairro: Padre Eustáquio 

(Também conhecida como Praça do Aeroporto Carlos Prates)
Pegue a Rua Padre Eustáquio direto e sua continuação, a Pará de Minas, siga até a feira coberta (centro cultural do Padre Eustáquio, no lado esquerdo). Tem um posto de gasolina do lado direito. Tem um sinal em frente ao posto, é só virar a direita na lateral do posto (Rua Pelotas) e subir dois quarteirões e já chegou à praça. O bar é na parte de cima da praça.

Todos estão intimados a não só comparecerem mas também convidar mais amigos e amigas e:
LEVAR (POR ESCRITO E DECORADA, VOCÊ MESMO(A) VAI INTERPRETÁ-LA! CONVIDE OUTRAS PESSOAS PARA CANTAR COM VOCÊ) SUA MÚSICA DE FESTA JUNINA E/OU SERESTA... nossos próximos projetos musicais.

ABRAÇOS A TODOS E TODAS, ATÉ LÁ!!!

Quem não for louco que atire a primeira pedra!!!

Quem não for louco que atire a primeira pedra!!! Uai, mas atirar pedra é coisa de louco!!! contradição... Só prá dizer que todos somos loucos...Como saiu no face: “Não é sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente”. Loucos são os “espíritos livres”, humanos, demasiado humanos... No SBC só tem gente doida! Tem alguém do SBC que não é doido? Acho que não fica no SBC, não suportaria... Esse trololó todo é prá fazer uma homenagem, como sugeriu o SBCense Filipe Roger (que incluiu Oscar Wilde na Galeria SBCense)  a um super louco, mais um SBCence famoso na nossa galeria... QUEM???

Nada mais nada menos que o maior filósofo do século passado (na minha modesta opinião), Nietzche.  “Ingênuo é quem acredita na própria esperteza”... bom demais, Fil!!! Tem essa também: “Ingrato é quem não se rende aos seus/meus favores”... profundo... reflexão: quando chamamos alguém de ingrato, vejamos se seria porque queríamos a sua submissão e não a tivemos, esse alguém exerceu sua liberdade ... sacaram? Poucos de nós sacamos as conseqüências danosas nas nossas relações da reprodução de um modelo relacional autoritário/submisso, senhor/escravo, quase sempre encoberto por uma moral cristã, tipo “do bem”, purista. Nietzche revela esses “avessos” de uma forma “dura”, penso que essa característica seja uma das causas da sua má compreensão, até de distorções das suas falas.  Mas vamos a uma breve história:


Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha. Foi um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia. Durante dez anos desenvolveu a sua filosofia em contacto com o pensamento grego antigo. Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar de ser professor. 

Sua voz ficou inaudível. Começou uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento. Em 1882, começa a escrever o Assim Falou Zaratustra. Nietzsche não pára de escrever num ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 1889 com uma "crise de loucura" que, durou até a sua morte, colocando-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. Estudos recentes atribuem a sua morte um cancro do cérebro, que eventualmente pode ter origem sifilítica. Sua irmã falseou seus escritos para apoiar uma causa anti-semita. Falácia, tendo em vista a repulsa de Nietzsche ao anti-semitismo em seus escritos. O sucesso de Nietzsche, entretanto, veio quando um professor dinamarquês leu a sua obra Assim Falou Zaratustra e, por conseguinte, tratou de difundi-la, em 1888. Muitos estudiosos da época tentaram localizar os momentos que Nietzsche escrevia sob crises nervosas ou sob efeito de drogas (Nietzsche estudou biologia e tentava descobrir sua própria maneira de minimizar os efeitos da sua doença). Morreu em 1900, com 55 anos.

Então, depois da breve história, faço a minha leitura/apresentação da pessoa a vocês, lembrando que para conhecer e fazer a sua interpretação é sempre necessário ir à fonte, ler a própria pessoa e tirar as suas conclusões (provisórias), dialogar e... crescer, filosofar... (e aproveitar de tudo para a ação: viver melhor, relacionar melhor).

Nietzche enriqueceu a filosofia moderna com meios de expressão: o aforismo (vem a ser um ditado, um provérbio, uma afirmação em poucas palavras, como as de Oscar Wilde e da Marilyn) e o poema. Isso trouxe como conseqüência uma nova concepção da filosofia e do filósofo: não se trata mais de procurar o ideal de um conhecimento verdadeiro, mas sim de interpretar e avaliar. A interpretação procuraria fixar o sentido de um fenômeno, sempre parcial e fragmentário; a avaliação tentaria determinar o valor hierárquico desses sentidos, totalizando os fragmentos, sem, no entanto, atenuar ou suprimir a pluralidade. Em outras palavras, o filósofo contemporâneo reúne as competências do artista e do médico. O médico que considera os fenômenos como sintomas e fala por aforismos; e o avaliador que seria o artista, que considera a cria perspectivas, falando pelo poema.

Para Nietzche entre os pré-socráticos (mais de 300 anos antes de Cristo!) existia unidade entre o pensamento e a vida, esta “estimulando” o pensamento, e o pensamento “afirmando” a vida. Mas o desenvolvimento da filosofia teria trazido consigo a progressiva degeneração dessa característica, e, em lugar de uma vida ativa e de um pensamento afirmativo, a filosofia ter-se-ia proposto como tarefa “julgar a vida”, opondo a ela valores pretensamente superiores, medindo-a por eles, impondo-lhe limites, condenando-a. Em lugar do filósofo crítico de todos os valores estabelecidos e criador de novos, surgiu o filósofo metafísico. Essa degeneração, afirma Nietzche, apareceu claramente com Sócrates, que “inventou” a metafísica, diz Nietzche, fazendo da vida aquilo que deve ser julgado, medido, limitado, em nome de valores “superiores” como o Divino, o Verdadeiro, o Belo, o Bom. Balelas... Nietzche combateu a metafísica. Para ele o homem está destinado à multiplicidade, e a única coisa permitida é sua interpretação.

A crítica nietzschiana à metafísica tem um sentido ontológico e um sentido moral: o combate à teoria das idéias socrático-platônicas é, ao mesmo tempo, uma luta acirrada contra o cristianismo. E “A Genealogia da Moral”, onde ele faz essa crítica, é o seu melhor livro, em minha opinião.

Nietzche propôs a si mesmo a tarefa de recuperar a vida e transmutar todos os valores do cristianismo. Ele recupera, por exemplo, um significado esquecido da palavra “bom”. Em latim, bonus  significa também o “guerreiro”, significado este que foi sepultado pelo cristianismo. Outros significados precisam ser recuperados e com isso se poderia constituir uma genealogia da moral que explicaria as etapas das noções de “bem” e de “mal”. Para Nietzche essas etapas são o ressentimento (“é tua culpa se sou fraco e infeliz”); a consciência da culpa (momento em que as formas negativas se interiorizam, dizem-se culpadas e voltam-se contra si mesmos); e o ideal ascético (momento de sublimação do sofrimento e de negação da vida). A partir daí a vontade de potência torna-se vontade de nada e a vida transforma-se em fraqueza e mutilação, triunfando o negativo e a reação contra a ação.

Quando esse niilismo triunfa a vontade de potência deixa de querer significar “criar” para querer dizer “dominar”; essa é a mentira como o escravo a concebe. Assim, na fórmula “tu és mau, logo eu sou bom”, Nietzche vê o triunfo da moral dos fracos que negam a vida, que negam a “afirmação”; neles tudo é invertido: os fracos passam a se chamar fortes, a baixeza transforma-se em nobreza. Impotência vira bondade, baixeza se chama humildade, submissão forçada vira obediência. A covardia, que está sempre à porta do fraco, toma aqui um nome muito sonoro e chama-se “paciência”. Não se poder vingar chama-se “não querer vingar-se” e às vezes se chama “perdão das ofensas”.

Entenderam? Pensaram isso na vida? Prá mim Nietzche ensinou muitas coisas prá vida, dentre elas o medo que tenho de gente boa, que não tem raiva de nada, os puristas. Também me ensinou a pensar bem quando alguém me chama de egoísta, geralmente as pessoas mais próximas: não estaria essa pessoa justamente querendo me puxar o tapete, me submeter, me tirar do meu rumo que talvez não esteja sendo interessante prá ela?

Agora, quando li pela primeira vez a Genealogia da Moral, me dei ao luxo de fazer uma reinterpretação do prefácio. Quando o prefácio de um livro é bem escrito você já encontra no mesmo a pergunta, a perplexidade, a interrogação do autor, ou seja, o que o levou a escrevê-lo e como. Ele conta que desde que se conhece por gente já se perguntava sobre a origem, de onde vem isso que aprendemos sobre “bem” e “mal”. E aí fui lendo cada parágrafo e percebi que cada um deles poderia ser reinterpretado como ETAPAS PARA O CONHECIMENTO E O AUTO CONHECIMENTO, serve prá vida, tudo... aí está:

1. DESCONHECEMO-NOS: É claro: pois se nunca nos procuramos, como havíamo-nos de nos encontrar? Mas assim como uma pessoa distraída acorda sobressaltado, quando o despertador dá a hora, assim nós, depois dos acontecimentos, perguntamos entre admirados e surpresos : “O que há? O que somos nós?’ é que somos fatalmente estranhos a nós mesmos, não nos compreendemos, “não há ninguém que não seja estranho a si mesmo”; nem a respeito de nós mesmos “procuramos o conhecimento”.

2. AUTO-ENGANO E ACASO: a segurança de que (as minhas idéias) não nasceram ao acaso, esporadicamente, mas que brotaram de um tronco comum, de uma fundamental vontade de conhecimento. É este o único modo de pensar digno de um filósofo. Não temos direito a viver isolados. Não nos é permitido enganar-nos nem encontrar a verdade por acaso. Antes, assim como é necessário que uma árvore dê frutos, assim nós frutificamos idéias.

3. CALAR PERGUNTAS:  ... a minha curiosidade e as minhas suspeitas sobre a origem das nossas idéias do bem e do mal ... Encontrei várias respostas: especializei o meu problema; a pouco e pouco as respostas foram-se transformando em novas perguntas,  até que, por fim, conquistei uma região própria, todo um mundo ignorado em, plena florescência e crescimento, semelhante a um secreto jardim cuja existência ninguém suspeitara ... Felizes somos os que procuramos o conhecimento, quando o sabemos calar por algum tempo! ...

4. O VALOR DA CONTRADIÇÃO: O estímulo que me moveu a publicar meu livro foi a leitura de um outro... de hipóteses genealógicas “invertidas”. Este livro atraiu-me com aquela força que possui tudo quanto nos contradiz, tudo o que nos é antípoda.  Talvez nunca tivesse lido coisa que despertasse a minha contradição com tanta energia, frase por frase, tese por tese, sem amarguras, sem impaciência. Na obra já mencionada, e que então eu estava preparando, aludo às teses deste livro, não para refutá-las - porque, que tenho eu que ver com as refutações? - senão, o que convém a um espírito positivo, para substituir o verossímil pelo inverossímil, e talvez um erro por outro erro.

5. CRÍTICA AOS VALORES: surgia em mim uma desconfiança cada vez mais profunda. Compreendia que esta moral de compaixão, era o sintoma mais perigoso da nossa civilização... até os dias de hoje estiveram de acordo os filósofos no valor negativo da piedade. Necessitamos uma crítica dos valores morais, e antes de tudo deve discutir-se o  VALOR destes valores: atribuía-se ao bem um valor superior ao valor do mal, ao valor do progresso, da utilidade, do desenvolvimento humano. E porque? Não poderia ser verdade o contrário? Não poderia haver no homem “bom” um sintoma de retrocesso, um perigo, uma sedução, um veneno?

6. COLABORADORES E HISTÓRIA: depois que se abriu ante os meus olhos esta perspectiva, procurei colaboradores eruditos, audazes e laboriosos, e ainda os procuro.

7. CAPACIDADE DE RUMINAR:            se alguns acharem incompreensível este livro, se o seu ouvido for tardio para lhes perceber o sentido, a culpa não é minha. O que digo é bastante claro ... Verdade seja que, para elevar assim a leitura à dignidade de “arte” é necessário, antes de mais nada, possuir uma faculdade hoje muito esquecida, uma faculdade que exige qualidades bovinas, e não as de um homem fim-de-século. Falo da faculdade de ruminar.

Para terminar, alguns aforismos dessa grande pessoa, sobre música, amigos, mulheres, sobre verdades e certezas. Grande SBCence que contribui para vivermos melhor, com mais arte. Sem comentários, as frases já dizem tudo!

“Sem a música, a vida seria um erro”.
“E os que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música”.
“As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física”.
“Éramos amigos e agora somos estranhos um ao outro. Mas não importa que assim o seja: não procuremos escondê-lo ou calá-lo como se isso nos desse razão para nos envergonhar. Somos dois navios cada um dos quais com o seu objetivo e a sua rota particular”.
“Só o que se transforma continua meu amigo”.
“Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia”.
“A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”.
“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.
“Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”.
“A objeção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia”.
“Os grandes intelectuais são céticos”.
“Não nos deixaríamos queimar por nossas opiniões, não estamos tão seguros delas. Mas, talvez, por podermos ter nossas opiniões e podermos mudá-las”.
“Temos que aprender a desaprender, para afinal, talvez muito tarde, alcançar ainda mais: mudar de sentir”.
“O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte”.
“Certos pavões escondem de todos os olhos a sua cauda - chamando a isso o seu orgulho”.
“A vontade de superar um afeto não é, em última análise, senão vontade de um outro ou de vários outros afetos”.
“Culpamos as pessoas das quais não gostamos pelas gentilezas que nos demonstram”.
E, por fim: “Torna-te aquilo que és”.
Algumas frases me lembram Caetano (“ou não...”), outras Guimarães Rosa, ambos devem ter ido à fonte desse mestre. Acho que vou partir do “Torna-se aquilo que és” para refletir sobre autenticidade.
Esta é a minha leitura da pessoa... quem quiser que faça a sua, será bem vinda...

Beijos a todos e todas

TU

segunda-feira, 25 de março de 2013

Relatório: Audiência Pública na Câmara Municial sobre o Carnaval 2014


Amigos e Amigas,

Estive ontem na Audiência Pública na Câmara Municial sobre o Carnaval 2014, e encaminho a vocês um breve relatório da mesma:

Presidida pelo Vereador Pedro Patrus, a audiência teve início às 13:30 hs do dia 20 de abril de 2013, com o propósito de avaliar o carnaval de 2013 e dar início ao planejamento para 2014. Depois de composta a mesa e a fala de alguns vereadores, a pessoa convidada a falar foi o Rafa (Rafael Barros <rafamiragem@yahoo.com.br>), que leu um documento elaborado em conjunto, conforme decisão em reunião anterior.

Tal reunião aconteceu no dia 13/10 no Centro Cultural da UFMG, quando estiveram presentes o Felipe Fil e a Rosália, representando o SBC - nessa reunião também ficou decidido cada bloco levar um relatório/reivindicação direcionado à Belotur, com as considerações de seu bloco a respeito do desfile deste ano 2013, o que funcionou e o que não funcionou para ser anexado a um dossiê dos blocos de rua e ser entregue na audiência. O SBC (Felipe Fil e Santuza) elaborou tal documento, dizendo da falta de articulação entre Belotur, PM, BH Trans e SLU que tinha sido prometida pela Belotur, porém isso não aconteceu, repercutindo na ausência da PM, Belotur, SLU e tudo mais, somente os banheiros químicos foram instalados, mesmo assim fora do lugar combinado.

Voltando à Audiência, no documento lido pelo Rafa : O carnaval, a revolução, a festa destacamos:

... Importante destacar que as orientações da Belotur de enquadramento dos blocos de rua nos dispositivos da LEI Nº 10.277, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011 e do DECRETO Nº 14.589, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011, que a regulamenta, nos parece equivocado uma vez que estes instrumentos normativos dispõe exclusivamente sobre manifestação artística e cultural e não sobre a manifestação popular impondo, ainda, limites que extrapolam o estabelecido na Constituição Federal como horário e tempo de duração.   
...Nesse sentido a infra-estrutura básica para efetivação dos blocos de ruas tais como segurança, apoio logístico, limpeza urbana e equipamentos sanitários, bem como transporte público para a população durante o período da festa, são fundamentais e devem ser concedidos de maneira oficial e garantindo-se uma comunicação orgânica entre as diversas esferas do poder público.
...Nessa direção é fundamental que operemos duas transformações estruturais. A primeira aponta para uma mudança de vinculação institucional do carnaval, ele deve se deslocar da Belotur para os braços da Fundação Municipal de Cultura, órgão gestor da política cultural do município. A segunda diz respeito a um acompanhamento do carnaval de forma continua e não pontual.
(quem se interessar pelo documento completo é só nos solicitar, vale a pena ser lido integralmente).
Após a leitura, o Rafa citou todos os blocos que assinaram tal documento, perfazendo um total de 48 blocos (inclusive o SBC).

O vereador Gilson Reis iniciou a sua fala citando a música "Não põe corda no meu bloco..." e falou do modelo de Recife e Olinda para o carnaval de Belo Horizonte.

Algumas outras pessoas foram convidadas a falar, uma delas fez o trocadilho: "o carnaval é um fardo para o governo... ou ... o governo é um fardo para o carnaval?", outra pessoa citou as verbas prometidas e tiradas há 4(quatro) dias do carnaval, o que arrasou com blocos caricatos e Escolas de Samba.

Aí chegou a vez da Escola de Samba Cidade Jardim, que estava representada pela sua Vice Presidente. Ela falou pouco e concluiu que não deseja o estigma de Escolas: brigões, assim como o outro de Blocos: arruaçeiros. Em seguida convidou o Diretor Cultural da Cidade Jardim, que começou seu discurso falando da questão da relação cultural entre Poder e Povo, que não foi resolvida desde a ditadura. E que é de suma importância se discutir sobre o papel do Poder Público, que precisa entrar em relação com a cultura popular. Qual seja, a relação de um ouvir o outro.

Aí foi a vez do representante da Belotur, Sr Gelton. Ele começou citando o Vereador Gilson (que falou sobre a superação de trincheiras) e dizendo que ... "não há trincheiras quando o lado é um só". Citou também Marilena Chauí, quando ela diz sobre participação e co-responsabilização, e até contou um caso interessante sobre a confusão do cidadão entre o público/privado, um caso de um roubo de flores na Praça da Liberdade, em que a pessoa que "roubou" disse... "é de todo mundo, posso levar prá casa".
Mas aí começaram as manifestações, principalmente de representantes da Cidade Jardim, que estavam indignados por causa da desclassificação (que foi feita pelo Sr. Gelton), afirmando a sua prepotência e exigindo desculpas. Após intervenção do Vereador Pedro Patrus, o Sr Gelton explicou : foi construido regulamento de forma compartilhada (com escolas e blocos) - de novo várias manifestações: isso era mentira, não foram convidados... Sr. Gelton continua: item do regulamento não cumprido (atraso de dois carros, da Cidade Jardim), no caso a desclassificação foi justa com os outros blocos e escolas. ...
Continuando a fala: ele reforça a idéia do Ver. Gilson de aprender com o modelo de Recife e Olinda. Fala da estigmatização da palavra burocracia e sugere ... onde se lê burocracia, pode ser planejamento. Fala da Praça Santa Tereza, de lixeiras usadas como mesa, da decisão do povo de descer para a Praça do Cardoso... algumas pessoas manifestaram nesse ponto: na quarta feira, tinha jogo do galo, aí a praça estava cheia de banheiros!
O representante da Belotur falou também que não pode responder por outras instituições que não cumpriram a promessa de verbas; assim como de iniciativas, diante de recursos limitados,  de buscar parcerias, como uma com o Sebrae, que pretende desenvolver a capacitação em empreendedorismo e em captação de recursos e outros assuntos pertinentes, para o pessoal de Escolas de Samba, Blocos Caricatos, e também os blocos de rua serão convidados.
Enfim, quando o representante da Belotur falou em seguir regulamento houve outra manifestação: seguir regulamento sim, interpretar regulamento de uma forma unilateral é que é o problema... Todo monopólio é pernicioso, se afirmou entre as pessoas presentes. E quando o Sr Gelton falou em terminar e se despedir pois tinha outro compromisso, ele foi contestado por todos os presentes, inclusive pelo Vereador Pedro Patrus, o sentimento manifestado foi de desrespeito. Ela saiu e deixou um representante.

A audiência continuou, agora com a fala do representante da PM, Cap. Gibran, cpc-p3@pmmg.gov.br,  que sugeriu reuniões mensais e que afirmou que ..."queremos, exigimos, ser envolvidos no carnaval de 2014". Um dos presentes denunciou a violência da polícia contrapondo a ausência de ocorrência de qualquer tipo de problema entre os foliões e citou o caso do seu instrumento ter sido quebrado pelo cassetete de um policial. O capitão respondeu esclarecendo não ser essa a conduta que se recomenda entre eles. Foi sugerido um treinamento específico para a atuação nesse tipo de evento. Sobre a questão de ultrapassar horário, ele citou a frase “a flexibilidade faz parte de uma negociação firme".

Uma representante da Associação do Bairro Santa Tereza se manifestou e reclamou veementemente o fato de tanto esta Associação como nenhuma outra não terem sido convidadas para essa audiência, assim ela foi convidada para compor a mesa. O Santa Tereza recebeu mais de 20.000 pessoas no carnaval e é considerado o palco do mesmo, assim, a Associação quer participar de todo o processo.

O Mestre Conga, importante representante do carnaval em Belo Horizonte há muitos anos,  foi convidado a falar e reivindicou a volta dos CDs gravados com antecedência, a volta dos concursos de Cidadão samba e Rainha do Samba, a escola de samba funcionar o ano inteiro e o preenchimento na Praça da Estação da terça feira de carnaval.

A Secretária de Planejamento lembrou do Plano de Ações Governamentais que, estando agora na época da realização do mesmo, a ações têm que ser previstas.

A fala da representante da BHTrans (deusuite@pbh.gov.br): "via pública é lugar onde as pessoas exercem cicadania", ressaltou "todas as pessoas"... e o papel da BHTrans é o de conciliar interesses... em princípio, as vias não são feitas para carros... recomendou o Programa "A Rua é nossa" nos domingos, por exemplo, a Av Bandeirantes, que fecha o trânsito todo domingo para atividades de participação do cidadão, entre outras. Ressaltou que o planejamento tem que ser feito junto com a população e que fizeram o que puderam no carnaval, diante do encaminhamento a respeito dos blocos feito pela Belotur.

Em seguida o Sr Tiago Araujo, representante do Conselho Municipal de Cultura, da Fundação Municipal de Cultura iniciou a sua fala. Nessa hora o Ver. Pedro Patrus avisou que estavam faltando 10 minutos para terminar a audiência e que talvez houvesse uma continuidade de maneira informal. Infelizmente tive que sair, pelo avançado da hora, e não pude ver o encerramento do evento.

Contamos com toda a diretoria do SBC para acompanhar e compartilhar com toda a diretoria todas as reuniões que acontecerem daqui para frente, pois consideramos de suma importância a participação do SBC no planejamento do nosso próximo carnaval.

Obrigada a todos.

Santuza

terça-feira, 19 de março de 2013

SBCenses Internacionais!!!

Nossa!!!
Tô super orgulhosa de nós, SBCenses!!!
Olha só, que maravilha!!! Semana passada inauguramos nossa galeria com Dolores Duran e Chiquinha Gonzaga...
Agora recebo dois SBCenses internacionais!!! E dos melhores!!! Uma coincidência (combinada entre os dois que me mandaram, eles me disseram!), ambos são famosos pelas frases super SBCenses!!! E comentadas!!!
Aí vão, de presente para vocês: Marilyn Monroe, escrito pela nossa super SBCence Alice, que não é a do País das Maravilhas, e nosso querido Fil Roger, que escreveu sobre Oscar Wilde...
Eu fiquei comovida ao ler as duas histórias, espero que vocês também se comovam... e divirtam-se...
E animem!!! Aí, gente, é super divertido escrever, escolha seu SBCenses atual ou histórico, escreva sobre ele e mande prá gente publicar!!!
Carlitos!!! Cadê o seu SBCense famoso? Rosa, qual você me disse que ir escrever?
Estamos aguardando novas personagens SBCenses.
Beijos a todos e todas...
TU


Sou fã de Marilyn Monroe, sempre fui, acho a mulher mais sensual de todos os tempos, a primeira “pin up” (sabem o que é uma Pin up? São aquelas modelos retrô, com maiôs “enormes” que, na época eram arrojados, e em posições sensuais, que também na época eram super avançadas. A mais recente pin up é a modelo da Devassa, sacaram?).

Mas quando fui pesquisar sobre a história de vida da atriz de cinema, cantora e modelo americana Norma Jeane Mortenson (1926 - 1962) fiquei impressionadíssima:  uma criança que conviveu com a solidão, o medo e a insegurança. Uma adolescente que morou em diferentes lares e orfanatos, e que, chegando a ser um dos principais símbolos sexuais de todos os tempos, foi também vítima de abusos sexuais.

Essa é Marilyn Monroe! Recomendo a todos e todas entrarem na Wikipédia, a enciclopédia livre (interessante, livre!!!) para saberem mais detalhes sobre a vida dessa grande mulher que, além de linda e inteligente, superou obstáculos pesados.
Foi criada por babás (que batiam nela com correia) e em orfanatos. A mãe e a avó (que tentou estrangulá-la quando era criança) morreram em manicômios. Não conheceu seu pai biológico, fato que a deixava muito abalada.

Casou-se com 16 anos para não voltar para o orfanato. divorciou alguns anos depois,  o marido não aceitava que ela se tornasse uma atriz. Tingiu seu cabelo de loiro claríssimo e mudou seu nome artisticamente para Marilyn Monroe (Monroe era o sobrenome da sua avó materna e Marilyn o nome mais chique da época).

Uma das mais populares estrelas de cinema da década de 1950. Apesar de sua beleza deslumbrante, suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram querida no mundo inteiro. Ao mesmo tempo que era uma menina frágil e inocente, era uma mulher que chegava chegando, irresistivelmente sedutora. Durante sua carreira, Marilyn atuou em 30 filmes e deixou por terminar Something's Got to Give. Seu nome representa ainda hoje mais que uma estrela de cinema e rainha do glamour, sendo para muitos um ícone, sinônimo de beleza e sensualidade. Alguns dos seus filmes, todos da década de 50: Os Homens Preferem as Loiras,  Torrentes de Paixão, Como Agarrar um Milionário, Nunca Fui Santa, Quanto Mais Quente Melhor, Os Desajustados.

Marylin já era amante de Kennedy muito antes dele entrar na Casa Branca. Kennedy ficou obcecado por ela durante sua recuperação de uma operação na coluna que o deixou imobilizado, quando seu irmão Bobby pendurou, de cabeça para baixo, um poster onde Marilyn vestia um blusa decotadíssima, um short curto e estava de pernas totalmente abertas, em frente à cama do seu quarto. Isso fez Kennedy ficar loucamente atraído por ela (será que isso dá certo???)

O caso entre eles teve início depois de seu divórcio de Joe di Maggio e continuou enquanto ela esteve casada com Arthur Miller. Eles se encontravam na suíte dele do Carlyle Hotel, em Nova Iorque, ou na casa de praia de Peter Lawford, em Santa Monica. O FBI grampeou a casa de praia de Lawford e John Edgar Hoover, o chefe do FBI, usou as gravações para manter seu cargo quando Kennedy tentou demiti-lo. Hoover também insinuou que alguém mais havia grampeado a casa - a Máfia, com que Kennedy cruzara durante as eleições.

Apesar de suas ilusões, Marilyn sabia que Kennedy desejava apenas a estrela cintilante de cinema, não a mulher que era. Ele pretendia livrar-se dela com elegância, pois esse relacionamento lhe prejudicaria perante os poderosos da política. Marylin, então resolveu dar um grande presente a Kennedy, dar a ele um último momento de glória: Em seu aniversário, apareceu na festa inesperadamente e cantou com voz lasciva "Feliz aniversário, senhor presidente". John Kennedy disse: "Já posso me retirar da política, depois de ter ouvido este feliz aniversário cantado para mim de modo tão doce e encantador."

Na premiação do Globo de Ouro de 1962 Marilyn foi nomeada a "personalidade feminina favorita de todo cinema mundial". Pouco tempo depois, na manhã de 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, Marilyn faleceu enquanto dormia. A notícia foi um choque, propagada pela mídia, explorando sobretudo o caráter misterioso em que o fato se deu, prevalecendo a versão oficial de overdose pela ingestão de barbitúricos. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos. Ninguém sabe de fato o que aconteceu naquela noite. Ouviu-se o barulho de um helicóptero. Uma ambulância foi vista esperando fora da casa dela antes que a empregada desse o alarme. As gravações de seus telefonemas e outras evidências desapareceram. O relatório da autópsia foi perdido. Toda a documentação do FBI sobre sua morte foi suprimida e os amigos de Marilyn que tentaram investigar o que acontecera receberam ameaças de morte.

Eis algumas de suas frases, filosofia SBCense pura (em vermelho nossos comentários):

Mulheres comportadas, raramente fazem história. Claro, mulheres comportadas apenas repetem a história!

Ninguém nunca disse que eu era bonita quando pequena. Toda menina deveria ser chamada de bonita, mesmo se elas não sejam. Sim! Precisamos de auto-estima!

Se eu tivesse cumprido todas as regras, eu nunca teria chegado em qualquer lugar. Nenhuma de nós!

Todo mundo é uma estrela e merece o direito ao brilho. Claro! Desperte a estrela em você, querida!

Os homens passam, os diamantes ficam. Rsrsrsrs... não somos mais dessa época, nem queremos...a gaiola é de ouro mas não deixa de ser gaiola...

Eu não estou interessada em dinheiro, eu só quero ser maravilhosa. Muito bom!!!

Eu tenho fantasias demais para ser uma dona de casa. Acredito que eu sou uma fantasia. Imagina essa frase nos anos cinqüenta! De alguma forma somos agora o resultado dessa (dessas) mulheres transgressoras!

Não me falta homem, o que me falta é amor. Sim!!!

Uma garota sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada. Seu lado cético, no fundo uma romântica...

O corpo é para ser mostrado, não para ser coberto. Certíssimo! Deveria ser usada atualmente para combater a violência contra a mulher!

O sexo faz parte da natureza. Eu só sigo a natureza. Rsrsrs... maravilhosa!!!

Nunca falhei com ninguém em quem eu acreditasse. Lição de relações humanas!

Eu me renovo quando fico sozinha. Bom demais! Solidão não é estar só!

Não sei quem inventou o salto alto, mas todas as mulheres devem muito a esta pessoa. Rsrsrs... mais ou menos...



 

SBCenses queridos e queridas, espero que curtam essa mulher que eu adoro!!! E, para terminar, eu (e mais algumas mulheres lindas que conheço) tentam imitar a pose da Marylin em uma das suas fotos mais lindas, eu aprendi com uma amiga: você joga os ombros um pouco para a frente, dá uma caidinha para a esquerda e uma levantadinha na cabeça e entreabre a boca deixando aparecer os dentes... entenderam??? Rsrsrsrs... aí vai a foto... divirtam-se, não custa nada a gente acreditar que está parecendo!!! Só eleva o ego...

Alice Coelho




 Oscar Wilde nasceu em 16 de outubro de 1854 em Dublin, Irlanda. Foi educado na sua cidade natal e mais tarde em Oxford. Lá ele recebe a influência de Walter Pater e da doutrina da "arte pela arte". Em 1879, vai para Londres, para estabelecer-se como líder do "movimento estético".

Começou a ter uma vida social bastante agitada, sendo logo caracterizado pelas atitudes extravagantes. Em 1881 é publicada uma coletânea de seus poemas. Em 1882, sem dinheiro, aceita participar de um ano de viagens entre USA e Canadá, a fim de dar uma série de palestras sobre o movimento estético por ele fundado, o esteticismo, ou dandismo, que defendia, a partir de fundamentos históricos, o belo como antídoto para os horrores da sociedade industrial, sendo ele mesmo um dândi. Essa viagem lhe rendeu fama e fortuna.

Em 1883, vai para Paris e entra para o mundo literário local. Volta para a Inglaterra e casa-se com a bela Constance Lloyd em 1884. Oscar e Constance tiveram dois filhos: Cyril e Vyvyan. Mas uma noite, Robert Ross, um hóspede canadense jovem, seduziu Oscar e forçou-o, finalmente, a confrontar-se com seus sentimentos homossexuais que o perseguiam desde a época em que era estudante.

Em Maio de 1895, após três julgamentos, foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por "cometer atos imorais com diversos rapazes". Wilde escreveu uma denúncia contra um jovem chamado Bosie, publicada no livro De Profundis, acusando-o de tê-lo arruinado. Bosie era o apelido de Lorde Alfred Douglas, um dos homens de que se suspeitava que Wilde fosse amante. Foi o pai de Bosie, o Marquês de Queensberry, que levou Oscar Wilde ao tribunal. No terrível período da prisão, Wilde redigiu uma longa carta a Douglas, que a chamou de De Profundis.

A imaginação como fruto do amor é uma das armas que Wilde utiliza para conseguir sobreviver nas condições terríveis da prisão. Apesar das críticas severas a Douglas, ele ainda alimenta o amor dentro de si como estratégia de 
sobrevivência. A imaginação, a beleza e a arte estão presentes na obra de Wilde.

Em seu único romance, O Retrato de Dorian Gray considerado por críticos como obra-prima da literatura inglesa, Wilde trata da arte, da vaidade e das manipulações humanas. Já em várias de suas novelas como, por exemplo, O Fantasma de Canterville, Wilde critica o patriotismo da sociedade. Em seus contos infantis preocupou-se em deixar lições de moral através do uso de linguagem simples. O Filho da Estrela é exemplo disso. No teatro, escreveu nove dramas, muitos ainda encenados até hoje. Wilde destacou-se também como poeta, principalmente na juventude. Rosa Mystica, Flores de Ouro são alguns trabalhos conhecidos nesse campo. Foi também pioneiro na criação do filme de drama e no de ação.

No presídio, Wilde produziu, entre outros escritos, De Profundis, o clássico anarquista, A Alma do Homem sob o Socialismo e a célebre Balada do Cárcere de Reading.

Foi libertado em 19 de maio de 1897. Poucos amigos o esperavam na saída, entre eles o maior, Robert Ross (seu primeiro amante... aquele que o “tirou do armário”)

Passou a morar em Paris e a usar o pseudônimo Sebastian Melmoth. As roupas tornaram-se mais simples, e o escritor morava em um lugar humilde, de apenas dois quartos. A produtividade literária é pequena.

O fato histórico de seu sucesso ter sido arruinado pelo Lord Alfred Douglas (Bosie) tornou-lhe ainda mais culto e filosófico, sempre defendendo o amor que não ousa dizer o nome, definição sobre a homossexualidade, como forma de mais perfeita afeição e amor.

Oscar Wilde morreu de um violento ataque de meningite (agravado pelo álcool e pela sífilis) em 30 de novembro de 1900.
Sua tumba está desde 1950 no Cemitério Père Lachaise em Paris e  foi construída a pedido Robert Ross, que também pediu um pequeno compartimento para seus próprios restos.
Filmes baseados em algumas obras de Oscar Wilde:
  • The Picture of Dorian Gray(1945)
  • The Importance of Being Earnest(1952)
  • An Ideal Husband(1999)
  • Dorian Gray - Pacto com o Diabo(2001)
  • Dorian Gray(2009)
Filme baseado em sua vida: Wilde (1997)

Há pouco tempo vi um filme bastante interessante, “Paris, Te amo”, são várias histórias sobre Paris, cada uma de um cineasta famoso em homenagem à Cidade Luz. O último filme é sobre uma americana meio deprimida, que resolve fazer uma viagem sozinha pela Europa. Em Paris ela visita o cemitério e o túmulo de Oscar Wilde. É lindo!!! Todo em mármore branco e cheinho de beijos vermelhos, as pessoas vão visitar o túmulo e beijam o mesmo em homenagem a essa pessoa maravilhosa, que viveu toda a sua vida orientada pelo sentido estético.

Wilde foi um mestre em criar frases, marcadas por ironia, sarcasmo e cinismo, assim como grandes frases sobre o sentido estético como orientador da vida, sobre a anarquia, sobre as mulheres. Os comentários (em vermelho) são nossos.

A ambição é o último recurso do fracassado. Verdade! Já ouvi também que a arrogância geralmente é a atitude reativa de pessoas com estima muito baixa.

A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre. Cínico!

A vida é muito importante para ser levada a sério. A melhor dele, na minha opinião.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. A segunda melhor, ou vice versa...

O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação. Sim, claro!!!

O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo. Maravilha, certíssimo!

O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos. Rsrsrs, não é verdade?

Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal. Outro cinismo rsrsrs

Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza. Rsrsrs...

Um homem pode viver feliz com qualquer mulher desde que não a ame. Canalha!!!

A melhor maneira de começar uma amizade é com uma boa gargalhada. De terminar com ela, também. Sim, sim...

A forma de governo mais adequada ao artista é a ausência de governo. Autoridade sobre ele e a sua arte é algo de ridículo. Yes!!! Olha a pessoa aí, defendendo o anarquismo! SBCense!!!

Nunca viajo sem o meu diário. É preciso ter sempre algo extraordinário para ler no comboio. Metido!!! Precisamos ser metidos, nem super metidos nem sub metidos... auto estima ao ponto...

As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos. Gênio!!!

Os homens ficam terrivelmente chatos quando são bons maridos, e abominavelmente convencidos quando não o são. Rsrsrs... gênio, de novo!!!

A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte. FDP...minha “alma feminina me obriga a chamá-lo assim. Minha opinião é que toda mulher tem uma certa ingenuidade, digamos, ontológica. Ou, às vezes, nietzchiana, que dizia “ingênuo é aquele que acredita na própria esperteza”. Nietzche é da mesma época de Oscar, acho que vou convidar a TU para incluí-lo no SBC, ela vai adorar escrever sobre ele.

Ser grande significa ser incompreendido. (Nós!!!)

Toda a gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada. (Muuuito!!! Precisamos desenvolver essa competência...)

Muita gente estraga a vida com um doentio e exagerado altruísmo. Isso! Tudo que precisamos ser mais... humanos...


Aí está a pessoa!!! Espero ter passado um pouquinho dessa figura maravilhosa para vocês... ou pelo menos instigá-los a procurar algum filme, ou livro, quem sabe... penso que nossa época é marcada por grandes pessoas de um século atrás. Podemos, agora, nos compreender (e nos inspirar) a partir desses grandes transgressoras. E fazermos história, como eles!

Filipe Roger