São lind@s¹ É linda a turma da SLU, há alguns carnavais eu observo, parecem equipes super bem treinadas, que andam em turma por BH toda limpando as ruas pós blocos que passam, numa energia e num entusiasmo de dar inveja... E viva o Carnaval! E vamos ajudar esse povo a ter menos trabalhos, sejamos mais bem educad@s e façamos menos sujeira. E essa equipe era liderada por uma jovem mulher! E eu fiz um exercício de admiração, pedi pra tirar uma foto, eles e elas adoraram e pediram para encaminhar, com elogios, para a SLU...
Exercícios de admiração são ótimos para o bem viver... assim como os de auto estima, tanto no sentido individual, subjetivo, quanto no sentido de soberania, auto estima de um povo, de um país. Ontem Lula, no Nordeste, disse que se Trump conhecesse a 'sanguinidade' de Lampião ele não ficaria provocando a gente. Sim... Em tom de brincadeira ele disse que se Trump soubesse de seu "parentesco com Lampião" não provocaria o Brasil. E esse episódio me fez lembrar da história de Lampião, às vezes muito mal contada, fake news já existia desde a 'invasão' ao Brasil, que aprendemos como 'descobrimento'... ou desde muito antes...
Fui, então, pesquisar filmes que falam sobre Lampião e sobre o cangaço, para ver no Carnaval, e encontrei muitos, entre eles os dois melhores:
O primeiro, um filme de 1996:
Baile Perfumado, com direção conjunta de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. É considerado um marco da retomada do Cinema Pernambucano. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Sinopse: Amigo íntimo do Padre Cícero, o mascate libanês Benjamin Abrahão decide filmar Lampião e todo seu bando. Ele acredita que pode fazer uma verdadeira fortuna com o filme. Depois de alguns contatos iniciais, Abrahão conversa diretamente com o famoso cangaceiro e expõe sua ideia de filmá-los, mas os sonhos do mascate são prejudicados pela ditadura do Estado Novo.
O Filme, que pode ser visto no YouTube, revisita a história de Lampião. Realidade e ficção se misturam para essa revisão do mito.
💙💙💙💙💙💙💙💙💙
E o segundo filme, de 1964, mais conhecido, imperdível para todos e todas nós, brasileiros e brasileiras:
Deus e o Diabo na Terra do Sol é um filme brasileiro dirigido por Glauber Rocha, que se tornou
um marco do Cinema Novo e aborda temas de exploração, fé e resistência no sertão
nordestino.
Para criticar a miséria, a exploração, o fanatismo religioso e a violência do cangaço, mostrando o Brasil como um purgatório de luta entre opressão e busca por liberdade e redenção, o filme apresenta uma estética revolucionária que mistura o popular e o mítico com a 'estética da fome'
Sinopse: O filme narra a história de Manuel, um vaqueiro que se revolta contra a exploração do
coronel Moraes. Após matar o coronel em um acesso de raiva, Manuel e sua esposa Rosa fogem e se
juntam aos seguidores do beato Sebastião, que promete libertação através de um catolicismo místico.
No entanto, a morte de uma criança leva Rosa a matar o beato, enquanto Antônio das Mortes, um
matador a serviço da Igreja e dos latifundiários, extermina os seguidores do beato.
"Deus e o Diabo na Terra do Sol" é considerado um dos grandes clássicos do cinema brasileiro, sendo
uma crítica à sociedade da época, especialmente ao coronelismo e à exploração dos pobres. O filme
foi escolhido para representar o Brasil no Festival de Cannes de 1964 e também foi indicado ao Oscar
de Melhor Filme Estrangeiro em 1965.
"Deus e o Diabo na Terra do Sol" não é apenas um filme, mas uma reflexão profunda sobre a luta do
povo nordestino contra a opressão e a busca por esperança em meio à adversidade. É uma obra
essencial para entender a história do cinema brasileiro e suas críticas sociais.
Onde ver: em plataformas de streaming como Prime Vídeo e Itaú Cultural Play (gratuito).
💓💓💓💓💓💓
Mas bom também é se arrumar, sair de casa e ir no cinema, como no tempo de Rita Lee, quem lembra de FLAGRA:
No escurinho do cinema, chupando drops de anis...
Deborah Kerr






















