Não sem antes agradecer nosso diretor musical Carlitos Brasil, pela presença e representação do nosso Coletivo no plantio de mudas na Av. Tereza Cristina na semana anterior à nossa semana agitadíssima.
Então, vamos à nossa semana:
Na quinta feira, nosso primeiro sarau do ano, o projeto caríssimo ao SBC:
NOSSAS MULHERES
Já sabem que nosso carnaval, a cada ano, lança e discute um tema. E em 2017 nosso tema foi: MULHERES DO BRASIL. Conversamos muito sobre IDENTIDADE, o processo de construção, pra vida toda, do "quem sou eu", "quem somos nós". E não conseguimos construir uma identidade autônoma, se não nos conhecemos e não nos admiramos. E nossa presidenta conta que, naquele ano de 2017, ela admirava Frida Kahlo - e ainda admira muito. No entanto ela desenvolveu uma relação de 'amor e ódio' pela mesma. E que, em todos os encontros feministas que ela participava, sempre tinha aquelas lojinhas de lembranças, camisetas, botons... e só tinha Frida!!! E ela chegava na lojinha e perguntava: Por que não tem nenhuma mulher brasileira? e recebeu a resposta: Porque não vende! E ela se indignou com isso, não vende porque não tem ou não tem porque não vende?
E concluimos: nossa cabeça ainda está muito colonizada, nós Brasil e nós Mulheres Brasileiras. Não nos conhecemos, ainda é muito incipiente o conhecimento sobre nossos povos originários, sobre os africanos e africanas que vieram pra cá e ajudaram a construir nosso país... que têm igual (ou maior) importância que os europeus.
Daí esses conceitos são conversados no SBC desde essa época... e se concretizaram - depois do carnaval 2017, com o título NOSSAS MULHERES.
Nossa querida Beth Guedes abriu o sarau - depois de apresentação do SBC e do projeto NOSSAS MULHER$ES. Falou da sua vida e sua trajetória... e do seu empenho em esparramar a poesia por tudo quanto é lugar, desde Curralinho, onde realiza saraus, Diamantina, Belo Horizonte, Brasil..."Amar a poesia é dedicar-se a ela de corpo e alma como missão de vida sensibilizando corações dos leitores famintos de encantos!".
Depois falamos das nossas homenageadas:
Primeiro Carolina Maria de Jesus, mineira de Sacramento (1914-1977), uma das primeiras poetas negras do Brasil. Além de escritora, compositora e cantora.
Mas antes de Carolina tivemos nossa segunda homenageada, que também nasceu em março, em 1822, Maria Firmina dos Reis, no Maranhão, grande autora abolicionista e também compositora:
E nossa terceira homenageada, Ruth Rocha, paulista, escritora infantil, por agora, aos 95 anos, renova seu contrato com a editora, eita sô, assim queremos chegar nessa idade, com essa vitalidade...
"é só continuar ativa e sonhando..." Fizemos exercícios: cheirar, olhar, ouvir, tocar... e nossa querida Antonieta falou sobre seu livro "Marcelo Marmelo Martelo".
E o Chico gravou, vejam no nosso YouTube:
Mas a nossa querida Deyse foi instigada: além de falar sobre outras mulheres invisibilidadas, ela nos fez o carinho de escrever e nos mandar um texto maravilhoso sobre mulheres quilombolas. A seguir, para ler e ficar sabendo dessas mulheres:
Antes de Zumbi, havia mulheres em Palmares
Por Deyse Magalhães
No ano de 2014, viajei para o estado de Alagoas com um objetivo muito específico: além de desfrutar das lindas praias de verdes mares, eu queria conhecer o Quilombo dos Palmares.
Depois de uma verdadeira imersão naquele território quilombola, fui tomada por muitas surpresas como era de se esperar. Percebi que estava entrando em um espaço de história real, uma história que, infelizmente, a escola nunca me ensinou.
Ali deveria ser um lugar de visita obrigatória para professores, pesquisadores e para todos nós, pessoas comuns. Um território que pulsa memória, resistência e sabedoria.
O quilombo foi formado a partir da coragem e da visão de duas mulheres que se encontraram em fuga. A primeira, Aqualtune, uma rainha do Congo escravizada pelos portugueses em 1668, que não aceitou o cativeiro e fugiu pelas densas e desconhecidas matas da Serra da Barriga. Foi ali que encontrou Acotirene, uma mulher indígena que também escapava das constantes perseguições.
Mesmo sem falar a mesma , elas se reconheceram no mesmo propósito: a liberdade.
No alto da serra, de onde se podia observar toda a movimentação ao redor, elas viveram e organizaram um espaço de resistência que mais tarde seria conhecido como o Quilombo dos Palmares.
Aqualtune se destacou por sua liderança, articulação e estratégias de defesa e guerra. Já Acotirene trazia consigo um profundo conhecimento da medicina natural. Era ela quem acolhia, cuidava dos ferimentos, dos maus-tratos dos refugiados e dominava, como poucas, o poder das ervas.
Duas potências femininas que a história muitas vezes anulou ,talvez por serem mulheres.
Por isso, é preciso compreender a formação do Quilombo dos Palmares muito antes de Zumbi. Dentre três gerações de comando, Ganga Zumba filho de Aqualtume , liderou o quilombo e por fim Zumbi seu neto que pertence à terceira geração dessa história de resistência.
Palmares nasceu das mãos, da coragem e da sabedoria de mulheres.
Aqualtune e Acotirene não são apenas personagens esquecidas do passado. São símbolos de uma força feminina que resistiu ao cativeiro, às perseguições e ao silêncio imposto pela própria história.
Duas potências femininas que ajudaram a construir um dos maiores símbolos de resistência do Brasil.
Neste Dia das Mulheres, lembrar dessas histórias é também um ato de justiça. Porque muitas vezes as mulheres estiveram na origem das grandes transformações, mas seus nomes foram deixados nas margens da memória.
Que possamos continuar contando essas histórias.
e trazer a memória de mulheres que nunca foram mencionadas nas salas de aula.
Voltei da viagem com mais bagagem, mais conhecimento, muito mais sentimento.
Obrigada querida Deyse...
E esses encontros cheio de boas energias no Bar Taboca sempre terminam com Pedro Nava e Drummond, eles sempre estão por lá, esperando por nós, que vamos abraçá-los e beija-los:
Isso tudo só na quinta... o fim de semana continua ... gostosíssimo ... Ai nosso Jequi, nosso Vale
Só depois da foto que me disseram que era pra ser com o "capacete" da fantasia, linda por sinal...
Querida Laura, coordenadora da nossa ala, nossa grande presidenta do MPM Movimento Popular da Mulher, cumpriu seu papel de forma exuberante, perfeita, sempre alegre, disposta a ajudar todas as mulheres do grupo... e enérgica, exigente, como penso que deve ser uma grande líder.
- "Já sei que muita gente não decorou a letra! Mas não fiquem de boca fechada, movimentem a boca, sorriam, isso contam ponto para os jurados!!! Contem em voz baixa 1, 2, 3, 4, articulando bem os números... vai parecer que estão cantando! Mas o refrão todo mundo já sabe, não é? (isso ela disse um tanto e nós completamos com outro tanto... 😄😄😄)
Obrigada, querida Laura, pelo seu trabalho, conosco no MPM e na Triunfo Barroco.
Escola maravilhosa, nos apaixonamos por ela de cara, desde os ensaios, onde fizemos amig@s - e reencontramos amig@as antig@s, Geni, Angélica, Douglas... Júlia, Rael, Gileade, Luiz ... - além de aprender a dançar e cantar. Sigam essa escola no Instagram, uma escola que, com pouco tempo, foi alçada ao primeiro grupo e agora em 2026 já ficamos em terceiro lugar... o trabalho dedicado, feito com alegria, o calor humano, tudo isso aliado ao profissionalismo fazem dessa escola uma grande promessa. Estamos junt@s, MPM, nosso coletivo SBC, amig@s de Ouro Preto e todas e todos que gostam do carnaval...
O samba enredo da escola, vale a pena ler ... e cantar ... e aprender nossa história que não é contada oficialmente:
CHICO REI - REINOS DA LIBERDADE EM SOLO MINEIRO
Compositores: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo
Toda vez que Preto Rei não se calou
O Tambor alumiou a voz da negra cor
Onde a luta faz a lei
O samba tem altar
Resistência é Triunfo Popular
Era a noite mais alta naquele tumbeiro
Ô, ô, ô
Era um Rei africano arrancado do chão
Que Jurou No silêncio da dor mais sentida
A sobrevivência na libertação
Era mais um mineiro riscando as pedras
O destino espremido da escravidão
Flecha de Oxossi no relicário
Mais um homem preto do Rosário
Ouro em pó,
Ouro em pó
Na manha Galanga
Engambelou o Major
O Rei Congo escondeu em cada gota de suor
O Rei Congo escondeu em cada gota de suor
Mas
Se engana também quem acha
Que Chico Rei parou por aí
Dono da Mina onde foi escravizado
Alforriado
Quem nasce pro povo
Não deixa o povo de lado
Entregue ao Adeus
Guarda na pele a fé
No futuro ancestral
Liberdade pros seus.
E nós achamos linda a mensagem de agradecimento da Diretora de Produção e Eventos à Família Triunfo Barroco, exemplo do que queremos construir no mundo: companheirismo, solidariedade, dedicação... arte e cultura... amizades... enfim, um mundo mais bonito:
Agradecimento Especial:
Nossa Engrenagem Maior
Família Triunfo Barroco,
Passado o nosso desfile, o sentimento que transborda é o de gratidão. Como Diretora de Produção e Eventos, acompanhei de perto cada ensaio, cada ajuste de figurino e cada esforço individual para que o nosso projeto ganhasse vida na avenida.
Aos nossos componentes de ala, o meu mais sincero muito obrigada! Vocês são a alma da nossa escola. É o canto, a garra e a evolução de cada um de vocês que transforma o conceito em espetáculo e o tecido em poesia. Sem a dedicação e o amor que vocês dedicam ao pavilhão, nada do que planejamos faria sentido.
Entregamos um carnaval memorável porque tivemos pessoas comprometidas com a nossa identidade e com a nossa história. Parabéns pela entrega e pelo brilho nos olhos!
Seguimos juntos, com o pé no chão e o coração no samba, rumo aos próximos desafios.
Com carinho e respeito,
Cris Santos
Diretora de Produção e Eventos – G.R.E.S. Triunfo Barroco
Nossos agradecimentos, querida Cris...
A seguir nosso desfile completo, 36 minutos de alegria:
Ouro em pó, ouro em pó... até agora estamos cantando o refrão, cola que nem chiclete...
Não me lembro muito bem da frase
atribuída a Freud, mas a ideia é a seguinte: quando Paulo fala de Pedro Paulo
está falando mais dele mesmo do que de Pedro.
O que mais observamos nos outros são
projeções de nós mesm@s. Ao usarmos dessa premissa para o autoconhecimento nos
enriquecemos muito. O problema em relação ao desenvolvimento desse ‘hábito’ é
que é comum, também, a característica “resistência a admitir problemas”, como
se diz num famoso teste de personalidade: ou a pessoa é esponjosa – tudo eu, a
culpa é minha; ou tudo o outro, eu sou a dona da verdade. O ou|ou também como ‘hábito’
é ‘terrível’ para nosso aperfeiçoamento como seres humanos
Por falar em dona|o da verdade, outro
dia estávamos tomando uma cerva e conversando, melhores amigas, tudo que gostamos
de fazer. E gostamos, também, de dar “feeedback” umas às outras... e receber.
Gostamos não, criamos o hábito entre nós, pois isso nos faz crescer. Numa certa
altura uma disse pra outra: Você se acha “dona da verdade”! No que a outra
respondeu: “Você também, muitas vezes se coloca dessa maneira!”. Ora, respondeu
a primeira: Onde? Quando? Se você me “retruca” me dizendo a mesma coisa isso
não vale de nada. Um feedback dado fora do tempo pode estar sendo uma
“vingança” de você não ter aceito o meu feedback. As duas discutiram um tanto
... E mudaram de assunto.
E eu fui pra casa... tic, tic, tic...
assim digo que fica minha cabeça e meu espírito, quando sou afetada e um
assunto me provoca reflexão:
Ai Freud começou a conversar com
Rosa, Guimarães Rosa, nosso grande filósofo (conversar na minha cabeça, claro).
O segundo disse: “É ‘cumpade’, viver é muito perigoso, a mesma coisa que me
salva pode me matar”.
E eu pensando sobre essa
característica 'dona da verdade' entre nós, mulheres. Algumas vezes, na minha
vida, fui reprimida, cerceada, “colocada no meu lugar” ou “impedida do meu
lugar de fala” com esse feedback “Você é dona da verdade! E muitas vezes eu me acabrunhei, me submeti.
Quando comecei a perceber isso, minha reação foi, então, de retrucar, de agressividade
com quem me dissera – geralmente um homem; e, geralmente, com o objetivo de me
submeter... Então eu reagia... Porém, o resultado era angustiante, sabe aquela
sensação de ter ganho mas não ter levado? Era isso, eu ficava angustiada com a
briga que comprava, muitas vezes eu ganhava a briga na argumentação, porém não
conseguia a relação dialógica... mas eu via – e ainda vejo - como um progresso
em relação à situação anterior, a de submissão.
Então pensei em dar passos na direção da
relação dialógica, de crescimento mútuo: Sugestões:
- Primeiro, proponha pro outro|a a relação
dialógica: treinar o saber ouvir e saber se expressar; para isso precisamos
sair da competitividade, do ou|ou, do jogo ganha-perde, o ‘desejo inconfessável
de ‘zerar’, submeter, o outro|a, pode ser por ciúme, inveja ou algum outro
sentimento destrutivo – destrutivo quando não temos consciência do mesmo, pois
quando admitimos a inveja tudo fica tão leve... passamos a ‘usar’ o outro como
modelo do que queremos ser;
- Segundo, tudo dito anteriormente
exige o desenvolvimento da postura – ou a virtude – da humildade. Trata-se de
um ‘treinamento’, pois na nossa cultura aprendemos a confundir humildade com
humilhação, o que tem como consequência o abandono desta que pode ser a
primeira das grandes virtudes, a base de todas a seguir, como coragem, justiça,
compaixão... e amor...
O amor, para Sponville, seria a décima oitava virtude
do “Pequeno Tratado das Grandes Virtudes”, livro super bacana desse autor, que defende que virtudes não são inatas, mas hábitos a serem
cultivados. Ele utiliza filósofos clássicos como Aristóteles, Epicuro, Kant,
Montaigne, para explicar cada virtude e torná-las práticas para a vida bem vivida, o crescer com o outro|a, assim como oferecer sua experiência,
sua reflexão para que o outro|a também reflita... e cresça, melhor dizendo, cresçamos na nossa humanidade.
Já ouvi de uma grande mestra que a
humildade é que gera a noção do meu tamanho – que não é estático, é onde me
encontro – e os passos para caminhar na direção do que desejo ser ... e o
caminhar para o sentimento de amor próprio ... e amor no sentido mais nobre,
desejo que o outro|a cresça... e mais: desejo do coletivo, nos juntar para a
grande tarefa de construir um mundo melhor, mais distributivo e fraterno.
E, na minha cabeça, nesse diálogo
entre Freud e Rosa, se juntou o Sponville... e depois veio o grande Paulinho da
Viola, com sua arte:
“As coisas estão no mundo, só que eu
preciso aprender...” Música linda, grande mestre...
E não é que veio mais uma pessoa ilustre para fechar nossa conversa?
Querida Herena, grande poeta do nosso Vale do Jequi ...
Nossas lindas mulheres na comissão de frente, com todos os estandartes... na primeira foto o estandarte do ano, nosso décimo quarto carnaval.
Nossa bateria maravilhosa, inclusiva, comandada pelo mestre Carlitos Brasil...
Grande parceria Bloco do Bigode, nossa maravilhosa cantora Solange Caetano... e SÔ Marcelo, gente! Arrasou... como sempre. Nossa gratidão a essa família linda!!! E nosso queridíssimo FIL, Felipe Fil... no violão... ele já é da família Caetano ... ou Brasil... assim como da família SBC...
Carnaval SBCense inclusivo...
Como tradição, passamos na casa das velhinhas, que sempre se emocionam e cantam com a gente.
Final de festa...
E nossa admiração pela turma da SLU, todas e todos alegres e participantes, trabalham com a maior eficiência e ainda se divertem nos blocos.
Acima uma pequena resenha do nosso carnaval SBCense 2026: ARTE SALVA
Visitem e nos sigam no Instagram. Lá estão mais fotos, além de ótimos vídeos:
@sambabobagemcerveja
"O carnaval é revolucionário! Usamos máscara o ano inteiro. No carnaval ficamos livres", disse uma amiga. E nós pensamos mais ainda: A alegria é revolucionária! Precisamos tirar as máscaras e sermos mais livres durante todo o ano. O carnaval pode ser um modelo para a vida, ele destrói os 'afetos tristes' que alimentam o fascismo, o autoritarismo, o racismo, os preconceitos...
Eu me encontrei, no ônibus, com uma senhora triste, ela confidenciou que tinha separado há pouco tempo e que não sabia o que fazia da vida... eu a convidei para se juntar a nós, ela disse que pensaria nisso. Pois bem, ao descermos do ônibus, ela relatou horrorizada que tinha visto dois homens 'fazendo sexo' na rua, isso era o carnaval, para ela. Gente, isso era em torno de treze horas e em plena savassi. Imaginei que ela teria visto dois homens se beijando, talvez. E pensei que assim são os 'afetos tristes', esses que não toleram as diferenças, a liberdade.
A palavra orgia vem do grego antigo "órgia", que significa "ritual". Era usada para descrever ritos e cerimônias relacionadas a Dionísio, deus do vinho e do êxtase. As orgias dionisíacas eram sempre coletivas, muita música, dança e muito vinho, o prazer era coletivo e o corpo era um meio de contato com o sagrado. A busca era do êxtase e da comunhão. O prazer, a alegria coletiva. A lente da moral cristã mudou o conceito de 'orgia' e excluiu o prazer coletivo. O corpo vira pecado. E a submissão aos preceitos vira regra para uma vida que não é essa vida "carnal".
Daí que o carnaval é revolucionário: recuperar o coletivo, sair do eu - do individualismo - e experimentar o nós - o coletivo. Precisamos, sim, fazer o carnaval durante todo o ano, de diversas formas, ou seja, praticar o coletivo, a fim de construirmos um mundo melhor... aqui mesmo nesse mundo!
São lind@s!!! É linda a turma da SLU, há alguns carnavais eu observo, parecem equipes super bem treinadas, que andam em turma por BH toda, limpando as ruas pós blocos que passam, numa energia e num entusiasmo de dar inveja... E viva o Carnaval! E vamos ajudar esse povo a ter menos trabalhos, sejamos mais bem educad@s e façamos menos sujeira. E essa equipe era liderada por uma jovem mulher! E eu fiz um exercício de admiração, pedi pra tirar uma foto, eles e elas adoraram e pediram para encaminhar, com elogios, para a SLU...
Exercícios de admiração são ótimos para o bem viver... assim como os de auto estima, tanto no sentido individual, subjetivo, quanto no sentido de soberania, auto estima de um povo, de um país. Outro dia Lula, no Nordeste, disse que se Trump conhecesse a 'sanguinidade' de Lampião ele não ficaria provocando a gente. Sim... Em tom de brincadeira ele disse que se Trump soubesse de seu "parentesco com Lampião" não provocaria o Brasil. E a tradução disso, segundo SBCense famoso é: "Cê é forte mas nóis é mau!". E esse episódio me fez lembrar da história de Lampião, às vezes muito mal contada, fake news já existia desde a 'invasão' ao Brasil, que aprendemos como 'descobrimento'... ou desde muito antes...
Fui, então, pesquisar filmes que falam sobre Lampião e sobre o cangaço, para ver no Carnaval, e encontrei muitos, entre eles os dois melhores:
O primeiro, um filme de 1996:
Baile Perfumado, com direção conjunta de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. É considerado um marco da retomada do Cinema Pernambucano. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Sinopse: Amigo íntimo do Padre Cícero, o mascate libanês Benjamin Abrahão decide filmar Lampião e todo seu bando. Ele acredita que pode fazer uma verdadeira fortuna com o filme. Depois de alguns contatos iniciais, Abrahão conversa diretamente com o famoso cangaceiro e expõe sua ideia de filmá-los, mas os sonhos do mascate são prejudicados pela ditadura do Estado Novo.
O Filme, que pode ser visto no YouTube, revisita a história de Lampião. Realidade e ficção se misturam para essa revisão do mito.
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E o segundo filme, de 1964, mais conhecido, imperdível para todos e todas nós, brasileiros e brasileiras:
Deus e o Diabo na Terra do Solé um filme brasileiro dirigido por Glauber Rocha,
que se tornou um marco do Cinema Novo e aborda temas de exploração, fé e resistência no sertão
nordestino.
Para criticar a miséria, a exploração, o fanatismo religioso e a violência do cangaço, mostrando o Brasil como um purgatório de luta entre opressão e busca por liberdade e redenção, o filme apresenta uma estética revolucionária que mistura o popular e o mítico com a 'estética da fome'
Onde ver: em plataformas de streaming como Prime Vídeo e Itaú Cultural Play (gratuito).
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Mas bom também é se arrumar, sair de casa e ir no cinema, como no tempo de Rita Lee, quem lembra de FLAGRA:
No escurinho do cinema, chupando drops de anis...
Deborah KerrGregory Peck
Se a Débora 'quer' que o Gregory 'pegue' ( ou 'peque'), não vou bancar o santinho...
Cine Unimed é ótimo! no Minas Tenis Clube da Rua da Bahia... e ainda passando O agente Secreto, maravilhoso, grande Kleber Mendonça Filho, pernambucano arretado... Quase três horas de filme, se prepare... mas nada cansativo... E se prepare, também, para torcer no Oscar, como no ano passado com Ainda estou aqui, como diz nossa grande Fernanda Torres, A vida presta!!!
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Agora, nossa última sugestão: LER POEMAS, por exemplo este (e a propósito) :
E salvemos o Brasil!!! Carnaval e política se misturam - visão de mundo, um mundo melhor, mais distributivo, mais humano...