terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

TRIUNFO BARROCO, NOSSA GRANDE ESCOLA DE SAMBA DE BH

Só depois da foto que me disseram que era pra ser com o "capacete" da fantasia, linda por sinal...

Querida Laura, coordenadora da nossa ala, nossa grande presidenta do MPM Movimento Popular da Mulher, cumpriu seu papel de forma exuberante, perfeita, sempre alegre, disposta a ajudar todas as mulheres do grupo... e enérgica, exigente, como penso que deve ser uma grande líder. 

- "Já sei que muita gente não decorou a letra! Mas não fiquem de boca fechada, movimentem a boca, sorriam, isso contam ponto para os jurados!!! Contem em voz baixa 1, 2, 3, 4, articulando bem os números... vai parecer que estão cantando! Mas o refrão todo mundo já sabe, não é? (isso ela disse um tanto e nós completamos com outro tanto... 😄😄😄)

Obrigada, querida Laura, pelo seu trabalho, conosco no MPM e na Triunfo Barroco.
Escola maravilhosa, nos apaixonamos por ela de cara, desde os ensaios, onde fizemos amig@s - e reencontramos amig@as antig@s, Geni, Angélica, Douglas... Júlia, Rael, Gileade, Luiz ... - além de aprender a dançar e cantar. Sigam essa escola no Instagram, uma escola que, com pouco tempo, foi alçada ao primeiro grupo e agora em 2026 já ficamos em terceiro lugar... o trabalho dedicado, feito com alegria, o calor humano, tudo isso aliado ao profissionalismo fazem dessa escola uma grande promessa. Estamos junt@s, MPM, nosso coletivo SBC, amig@s de Ouro Preto e todas e todos que gostam do carnaval...

O samba enredo da escola, vale a pena ler ... e cantar ... e aprender nossa história que não é contada oficialmente:

CHICO REI - REINOS DA LIBERDADE EM SOLO MINEIRO 
Compositores: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo

Toda vez que Preto Rei não se calou 
O Tambor alumiou a voz da negra cor 
Onde a luta faz a lei 
O samba tem altar 
Resistência é Triunfo Popular

Era a noite mais alta naquele tumbeiro 
Ô, ô, ô 
Era um Rei africano arrancado do chão 
Que Jurou No silêncio da dor mais sentida 
A sobrevivência na libertação 
Era mais um mineiro riscando as pedras 
O destino espremido da escravidão 
Flecha de Oxossi no relicário 
Mais um homem preto do Rosário

Ouro em pó, 
Ouro em pó 
Na manha Galanga 
Engambelou o Major 
O Rei Congo escondeu em cada gota de suor 
O Rei Congo escondeu em cada gota de suor

Mas 
Se engana também quem acha 
Que Chico Rei parou por aí 
Dono da Mina onde foi escravizado 
Alforriado 
Quem nasce pro povo 
Não deixa o povo de lado 
Entregue ao Adeus

Guarda na pele a fé
No futuro ancestral
Liberdade pros seus.

E nós achamos linda a mensagem de agradecimento da Diretora de Produção e Eventos à Família Triunfo Barroco, exemplo do que queremos construir no mundo: companheirismo, solidariedade, dedicação... arte e cultura... amizades... enfim, um mundo mais bonito:

Agradecimento Especial: 
Nossa Engrenagem Maior
Família Triunfo Barroco,

Passado o nosso desfile, o sentimento que transborda é o de gratidão. Como Diretora de Produção e Eventos, acompanhei de perto cada ensaio, cada ajuste de figurino e cada esforço individual para que o nosso projeto ganhasse vida na avenida.

Aos nossos componentes de ala, o meu mais sincero muito obrigada! Vocês são a alma da nossa escola. É o canto, a garra e a evolução de cada um de vocês que transforma o conceito em espetáculo e o tecido em poesia. Sem a dedicação e o amor que vocês dedicam ao pavilhão, nada do que planejamos faria sentido.

Entregamos um carnaval memorável porque tivemos pessoas comprometidas com a nossa identidade e com a nossa história. Parabéns pela entrega e pelo brilho nos olhos!

Seguimos juntos, com o pé no chão e o coração no samba, rumo aos próximos desafios.

Com carinho e respeito,

Cris Santos
Diretora de Produção e Eventos – G.R.E.S. Triunfo Barroco

Nossos agradecimentos, querida Cris...

A seguir nosso desfile completo, 36 minutos de alegria:


Ouro em pó, ouro em pó... até agora estamos cantando o refrão, cola que nem chiclete...

RESISTÊNCIA É TRIUNFO POPULAR!!!

Sigamos juntas e juntos...

Abraços carinhosos,

Santuza TU



domingo, 22 de fevereiro de 2026

Conversas entre Freud e Rosa... e nós

Não me lembro muito bem da frase atribuída a Freud, mas a ideia é a seguinte: quando Paulo fala de Pedro Paulo está falando mais dele mesmo do que de Pedro.

O que mais observamos nos outros são projeções de nós mesm@s. Ao usarmos dessa premissa para o autoconhecimento nos enriquecemos muito. O problema em relação ao desenvolvimento desse ‘hábito’ é que é comum, também, a característica “resistência a admitir problemas”, como se diz num famoso teste de personalidade: ou a pessoa é esponjosa – tudo eu, a culpa é minha; ou tudo o outro, eu sou a dona da verdade. O ou|ou também como ‘hábito’ é ‘terrível’ para nosso aperfeiçoamento como seres humanos

Por falar em dona|o da verdade, outro dia estávamos tomando uma cerva e conversando, melhores amigas, tudo que gostamos de fazer. E gostamos, também, de dar “feeedback” umas às outras... e receber. Gostamos não, criamos o hábito entre nós, pois isso nos faz crescer. Numa certa altura uma disse pra outra: Você se acha “dona da verdade”! No que a outra respondeu: “Você também, muitas vezes se coloca dessa maneira!”. Ora, respondeu a primeira: Onde? Quando? Se você me “retruca” me dizendo a mesma coisa isso não vale de nada. Um feedback dado fora do tempo pode estar sendo uma “vingança” de você não ter aceito o meu feedback. As duas discutiram um tanto ...  E mudaram de assunto.


E eu fui pra casa... tic, tic, tic... assim digo que fica minha cabeça e meu espírito, quando sou afetada e um assunto me provoca reflexão:

Ai Freud começou a conversar com Rosa, Guimarães Rosa, nosso grande filósofo (conversar na minha cabeça, claro). O segundo disse: “É ‘cumpade’, viver é muito perigoso, a mesma coisa que me salva pode me matar”.

E eu pensando sobre essa característica 'dona da verdade' entre nós, mulheres. Algumas vezes, na minha vida, fui reprimida, cerceada, “colocada no meu lugar” ou “impedida do meu lugar de fala” com esse feedback “Você é dona da verdade!  E muitas vezes eu me acabrunhei, me submeti. Quando comecei a perceber isso, minha reação foi, então, de retrucar, de agressividade com quem me dissera – geralmente um homem; e, geralmente, com o objetivo de me submeter... Então eu reagia... Porém, o resultado era angustiante, sabe aquela sensação de ter ganho mas não ter levado? Era isso, eu ficava angustiada com a briga que comprava, muitas vezes eu ganhava a briga na argumentação, porém não conseguia a relação dialógica... mas eu via – e ainda vejo - como um progresso em relação à situação anterior, a de submissão.

 Então pensei em dar passos na direção da relação dialógica, de crescimento mútuo: Sugestões: 

- Primeiro, proponha pro outro|a a relação dialógica: treinar o saber ouvir e saber se expressar; para isso precisamos sair da competitividade, do ou|ou, do jogo ganha-perde, o ‘desejo inconfessável de ‘zerar’, submeter, o outro|a, pode ser por ciúme, inveja ou algum outro sentimento destrutivo – destrutivo quando não temos consciência do mesmo, pois quando admitimos a inveja tudo fica tão leve... passamos a ‘usar’ o outro como modelo do que queremos ser;

 - Segundo, tudo dito anteriormente exige o desenvolvimento da postura – ou a virtude – da humildade. Trata-se de um ‘treinamento’, pois na nossa cultura aprendemos a confundir humildade com humilhação, o que tem como consequência o abandono desta que pode ser a primeira das grandes virtudes, a base de todas a seguir, como coragem, justiça, compaixão... e amor...


O amor, para Sponville,  seria a décima oitava virtude do “Pequeno Tratado das Grandes Virtudes”, livro super bacana desse autor, que defende que virtudes não são inatas, mas hábitos a serem cultivados. Ele utiliza filósofos clássicos como Aristóteles, Epicuro, Kant, Montaigne, para explicar cada virtude e torná-las práticas para a vida bem vivida, o crescer com o outro|a, assim como oferecer sua experiência, sua reflexão para que o outro|a também reflita... e cresça, melhor dizendo, cresçamos na nossa humanidade.

Já ouvi de uma grande mestra que a humildade é que gera a noção do meu tamanho – que não é estático, é onde me encontro – e os passos para caminhar na direção do que desejo ser ... e o caminhar para o sentimento de amor próprio ... e amor no sentido mais nobre, desejo que o outro|a cresça... e mais: desejo do coletivo, nos juntar para a grande tarefa de construir um mundo melhor, mais distributivo e fraterno.

E, na minha cabeça, nesse diálogo entre Freud e Rosa, se juntou o Sponville... e depois veio o grande Paulinho da Viola, com sua arte:

“As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender...”  Música linda, grande mestre...

E não é que veio mais uma pessoa ilustre para fechar nossa conversa?


Querida Herena, grande poeta do nosso Vale do Jequi ... 

 Abraços carinhosos a todos e todas que nos leem, 

 Santuza TU




                                                





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

DÉCIMO QUARTO CARNAVAL SBCence: ARTE SALVA!

Nossas lindas mulheres na comissão de frente, com todos os estandartes... na primeira foto o estandarte do ano, nosso décimo quarto carnaval.
 Nossa bateria maravilhosa, inclusiva, comandada pelo mestre Carlitos Brasil...
Grande parceria Bloco do Bigode, nossa maravilhosa cantora Solange Caetano... e SÔ Marcelo, gente! Arrasou... como sempre. Nossa gratidão a essa família linda!!! E nosso queridíssimo FIL, Felipe Fil... no violão... ele já é da família Caetano ... ou Brasil... assim como da família SBC... 
Carnaval SBCense inclusivo...

Como tradição, passamos na casa das velhinhas, que sempre se emocionam e cantam com a gente.
Final de festa...
E nossa admiração pela turma da SLU, todas e todos alegres e participantes, trabalham com a maior eficiência e ainda  se divertem nos blocos. 

Acima uma pequena resenha do nosso carnaval SBCense 2026: ARTE SALVA

Visitem e nos sigam no Instagram. Lá estão mais fotos, além de ótimos vídeos:

@sambabobagemcerveja

"O carnaval é revolucionário! Usamos máscara o ano inteiro. No carnaval ficamos livres", disse uma amiga. E nós pensamos mais ainda: A alegria é revolucionária! Precisamos tirar as máscaras e sermos mais livres durante todo o ano. O carnaval pode ser um modelo para a vida, ele destrói os 'afetos tristes' que alimentam o fascismo, o autoritarismo, o racismo, os preconceitos...

Eu me encontrei, no ônibus, com uma senhora triste, ela confidenciou que tinha separado há pouco tempo e que não sabia o que fazia da vida... eu a convidei para se juntar a nós, ela disse que pensaria nisso. Pois bem, ao descermos do ônibus, ela relatou horrorizada que tinha visto dois homens 'fazendo sexo' na rua, isso era o carnaval, para ela. Gente, isso era em torno de treze horas e em plena savassi. Imaginei que ela teria visto dois homens se beijando, talvez. E pensei que assim são os 'afetos tristes', esses que não toleram as diferenças, a liberdade. 

A palavra orgia vem do grego antigo "órgia", que significa "ritual". Era usada para descrever ritos e cerimônias relacionadas a Dionísio, deus do vinho e do êxtase. As orgias dionisíacas eram sempre coletivas, muita música,  dança e muito vinho, o prazer era coletivo e o corpo era um meio de contato com o sagrado. A busca era do êxtase e da comunhão. O prazer, a alegria coletiva. A lente da moral cristã mudou o conceito de 'orgia' e excluiu o prazer coletivo. O corpo vira pecado. E a submissão aos preceitos vira regra para uma vida que não é essa vida "carnal". 

Daí que o carnaval é revolucionário: recuperar o coletivo, sair do eu - do individualismo - e experimentar o nós - o coletivo. Precisamos, sim, fazer o carnaval durante todo o ano, de diversas formas, ou seja, praticar o coletivo, a fim de construirmos um mundo melhor... aqui mesmo nesse mundo!

Feliz carnaval o ano todo! Abraços carinhosos...

Santuza TU
   



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

MAIS SUGESTÕES PARA O CARNAVAL

São lind@s!!! É linda a turma da SLU, há alguns carnavais eu observo, parecem equipes super bem treinadas, que andam em turma por BH toda, limpando as ruas pós blocos que passam, numa energia e num entusiasmo de dar inveja... E viva o Carnaval! E vamos ajudar esse povo a ter menos trabalhos, sejamos mais bem educad@s e façamos menos sujeira. E essa equipe era liderada por uma jovem mulher! E eu fiz um exercício de admiração, pedi pra tirar uma foto, eles e elas adoraram e pediram para encaminhar, com elogios, para a SLU... 

Exercícios de admiração são ótimos para o bem viver... assim como os de auto estima, tanto no sentido individual, subjetivo, quanto no sentido de soberania, auto estima de um povo, de um país. Outro dia Lula, no Nordeste, disse que se Trump conhecesse a 'sanguinidade' de Lampião ele não ficaria provocando a gente. Sim... Em tom de brincadeira ele disse que se Trump soubesse de seu "parentesco com Lampião" não provocaria o Brasil. E a tradução disso, segundo SBCense famoso é: "Cê é forte mas nóis é mau!". E esse episódio me fez lembrar da história de Lampião, às vezes muito mal contada, fake news já existia desde a 'invasão' ao Brasil, que aprendemos como 'descobrimento'... ou desde muito antes...

Fui, então, pesquisar filmes que falam sobre Lampião e sobre o cangaço, para ver no Carnaval, e encontrei muitos, entre eles os dois melhores:

O primeiro, um filme de 1996: 

Baile Perfumado,   com direção conjunta de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. É considerado um marco da retomada do Cinema Pernambucano. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema  (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Sinopse: Amigo íntimo do Padre Cícero, o mascate libanês Benjamin Abrahão decide filmar Lampião e todo seu bando. Ele acredita que pode fazer uma verdadeira fortuna com o filme. Depois de alguns contatos iniciais, Abrahão conversa diretamente com o famoso cangaceiro e expõe sua ideia de filmá-los, mas os sonhos do mascate são prejudicados pela ditadura do Estado Novo.

O Filme, que pode ser visto no YouTube,  revisita a história de Lampião. Realidade e ficção se misturam para essa revisão do mito.

💙💙💙💙💙💙💙💙💙

E o segundo filme, de 1964, mais conhecido, imperdível para todos e todas  nós, brasileiros e brasileiras:


Deus Diabo na Terra do Sol é um filme brasileiro  dirigido por Glauber Rocha, 

que se tornou um marco do Cinema Novo aborda temas de exploração, fé resistência no sertão

nordestino. 

Para criticar a miséria, a exploração, o fanatismo religioso e a violência do cangaço, mostrando o Brasil como um purgatório de luta entre opressão e busca por liberdade e redenção, o filme apresenta uma estética revolucionária que mistura o popular e o mítico com a 'estética da fome' 

Sinopse: filme narra história de Manuelum vaqueiro que se revolta contra exploração do 

coronel MoraesApós matar coronel em um acesso de raiva, Manuel sua esposa Rosa fogem se 

juntam aos seguidores do beato Sebastiãoque promete libertação através de um catolicismo místico.

No entanto, morte de uma criança leva Rosa matar beato, enquanto Antônio das Mortesum 

matador serviço da Igreja dos latifundiários, extermina os seguidores do beato.

"Deus Diabo na Terra do Sol" é considerado um dos grandes clássicos do cinema brasileiro, sendo 

uma crítica à sociedade da época, especialmente ao coronelismo à exploração dos pobres. filme 

foi escolhido para representar Brasil no Festival de Cannes de 1964 também foi indicado ao Oscar 

de Melhor Filme Estrangeiro em 1965.

"Deus Diabo na Terra do Sol" não é apenas um filme, mas uma reflexão profunda sobre luta do 

povo nordestino contra opressão busca por esperança em meio à adversidade. É uma obra 

essencial para entender história do cinema brasileiro suas críticas sociais.

Onde ver: em plataformas de streaming como Prime Vídeo e Itaú Cultural Play (gratuito). 

💓💓💓💓💓💓

Mas bom também é se arrumar, sair de casa e ir no cinema, como no tempo de Rita Lee, quem lembra de FLAGRA:

No escurinho do cinema, chupando drops de anis...

Deborah Kerr Gregory Peck

Se a Débora 'quer' que o Gregory 'pegue' ( ou 'peque'), não vou bancar o santinho... 
                                                                                                                                                                       Cine Unimed é ótimo! no Minas Tenis Clube da Rua da Bahia... e ainda passando O agente Secreto, maravilhoso, grande Kleber Mendonça Filho, pernambucano arretado... Quase três horas de filme, se prepare... mas nada cansativo... E se prepare, também, para torcer no Oscar, como no ano passado com Ainda estou aqui, como diz nossa grande Fernanda Torres, A vida presta!!!

💚💚💚💚💚💚💚

Agora, nossa última sugestão: LER POEMAS, por exemplo este  (e a propósito) :

E salvemos o Brasil!!! Carnaval e política se misturam - visão de mundo, um mundo melhor, mais distributivo, mais humano...

Abraços carinhosos
Santuza TU







sábado, 7 de fevereiro de 2026

SUGESTÕES PARA O CARNAVAL

 


Primeira sugestão: terça feira gorda a partir das 13 horas no Caiçara, Rua Vila Rica, mero 1471, Adega e Espeteria  Brothers. 

Depois a gente vai pro desfile das escolas de samba. e Vamos desfilar na TRIUNFO BARROCO, este ano com homenagem a Chico Rei.

Mas esta é a terça feira! antes disso temos inúmeros blocos em BH, veja a programação completa no site oficial pbh.gov.br/carnaval, pré carnaval desde princípio de fevereiro, até o pós carnaval, final de fevereiro. Nós preferimos os bloquinhos de bairro (bloquinhos no sentido afetivo do termo), a descentralização do carnaval, carnaval em Belo Horizonte toda! Pois o carnaval, pra nós, é política por excelência e, enquanto política, é democracia, é inclusão...

Agora, pra quem evita o carnaval, ou pra quem vai um tanto e descansa um tanto, temos as sugestões de leitura... ou leituras:
Miguel Ângelo Laporta Nicolelis, ou Miguel Nicolelis,  é um médico e neurocientista brasileiro, pioneiro mundial em interfaces cérebro-máquina e neuropróteses para reabilitação de pessoas com paralisia. Professor emérito da Universidade Duke, coordenou o Projeto Andar de Novo, que em 2014 permitiu a um paraplégico usar um exoesqueleto no chute inicial da Copa. Fundador do Instituto Santos Dumont, publicou estudos inovadores e é voz crítica sobre IA e ética na ciência.

E imagina que ele é, também, escritor... de romances... e este é o seu romance recém lançado, que ele conta que escreveu quando tinha 16 anos.

Ré Volução no país do Carnaval: julgamento final de uma nação fantasiada de democracia


E acredita que ele é filho de uma grande escritora!!!
Giselda Laporta Nicolelis é uma escritora e jornalista brasileira de literatura infanto juvenil, nascida em São Paulo em 1938. Autora de mais de cem títulos entre ficção, poesia e ensaio, vendeu milhões de exemplares e é premiada com honrarias como o Prêmio Jabuti e o Prêmio Governador do Estado. Fundadora do Centro de Estudos de Literatura Infantil e Juvenil, suas obras unem sensibilidade, reflexão social e incentivo à leitura. Só cinco delas, a seguir:







Você pode, também, se reunir com amigos e amigas e amigues na sua casa... e tocar um violão e conversar sobre a vida, as relações humanas, a arte... um bom encontro vem a ser um ótimo programa para o carnaval... ou para qualquer dia...


Ou você pode realizar a incrível experiência de construir sua própria casa! Em pau a pique, mexendo com terra... "A terra dá tudo que a gente usa ... A terra faz sentido pra gente, na morada e em tudo na vida", relato da "construtora".


Enfim, passe o carnaval muito bem... do jeito que você queira...
E viva a vida ... Abraços carinhosos
Santuza TU