O SBC adora o sarau "de quinta", pois essa expressão traduz conceitos SBCenses de vida. Temos no SBC a fala quase slogan: "No SBC só tem gente que não presta pra nada... são as melhores pessoas". Assim como nossos saraus 'de quinta' são ma=ra=vi=lho=sos... cada vez melhores. Ou seja, a quinta não foi escolhida a toa.
Na quinta 8.outubro começamos lembrando outro "slogan" SBCence: "Amor e política fazemos na cama e no mundo" e não tinha como não falarmos da situação do nosso Brasil no momento atual e do esforço que precisamos fazer para combater o fascismo. Pois o mesmo exige corpos tristes, deprimidos, desesperançados. E precisamos nos energizar, lembrando o significado da palavra entusiasmo: DEUS DENTRO.
Entusiasmad@s cantamos nosso hino e começamos nosso sarau, sempre falando do SBC e do nosso projeto ''Sarau NOSSAS MULHERES", construído a partir do conceito: Precisamos nos conhecer e nos admirar, a fim de construirmos nossas identidades, "quem somos e quem queremos ser"...
Nossa querida SBCense Márcia deu continuidade falando poema dedicado às MULHERES DE JEQUITINHONHA, tema desse nosso sarau:
MULHERES DO VALE DO JEQUITINHONHA
Mulheres de força e coragem
Que acordam cedo para seguir a vida.
Mulher que canta, planta, mulher que cuida, mulher que trabalha e nunca
recua.
Mulher que faz arte e sabe rezar
Que, mesmo com pouco, tem muito amor pra dar.
Mulheres do Vale do Jequitinhonha, de coração,
Carregando a força da terra e a fé em cada mão.
São mães, são filhas, são avós, são irmãs.
São mulheres que lutam por dias melhores amanhã.
E quando uma mulher levanta sua voz, não fala só por ela: fala para todas nós.
Mulheres do Vale, da vida dura, aqui homenageadas, são a força da nossa
terra, que ninguém pode apagar...
O Coletivo SAMBA BOBAGEM CERVEJA homenageia as NOSSAS
MULHERES!
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Em seguida apresentamos nossa convidada especial, querida amiga Deyse:
Deyse Magalhães nasceu em Minas Novas–MG, graduada em Filosofia pela
PUC/MG. Escritora, produtora e agente cultural , possui crônicas nos livros
Antologia dos Poetas e Escritores do Vale do Jequitinhonha (2023) e nos
livros digitais Festivale - 40 anos de Travessia e Esperança é Vida.
É autora do livro de poemas intitulado Janelas Azuis (2024), Cidade de Pau a
Pique (2025) Vida entre Pincéis (2026)
Membro Fundadora da Associação dos Poetas e Escritores do Vale do
Jequitinhonha. Membro Fundadora da Academia de Letras do Vale do
Jequitinhonha – ALVA onde ocupa a cadeira de número 12.
O título da sua fala é *Do Silêncio às Palavras*
Muitas palmas para Deyse...]
💜💧💦💥💙
Depois dessa potente fala, nossa querida Sandrinha fez sua intervenção de dança ESSE CHÃO, primeiro com a música Beira Mar, de Zé Ramalho.
E, claro apresentamos nossa querida Sandrinha Nogueira:
Pedagoga, educadora e artista da dança. Sua trajetória é pautada pelo diálogo com ênfase nas expressões culturais populares - especialmente nos cantos e danças contextuais. Desde 1986, constrói uma caminhada voltada pela articulação entre arte, educação, cultura popular e a memória, acreditando no fazer artístico e cultural como elo de identidade e transformação. Através de sua prática, dedica=se a escutar memórias, vivências e potencialidades. Seu engajamento cultural orienta-se pela construção de elos entre memória, criatividade e vida comunitária, tendo o acolhimento e a atenção empática como pilares fundamentais.
Muitas palmas pra Sandrinha...
💜💧💦💥💙
Então passamos às nossas homenageadas. E apresentamos as apresentadoras dessas:
A primeira delas: IARA LACERDA:
Iara Lacerda é natural de Pedra Azul, Minas Gerais, e em 1988 mudou-se para Belo Horizonte. Lançou o seu primeiro livro em 2017, com o título "A Menina e o Beija-Flor", e recentemente o seu segundo, "Baú Afetivo – Recortes da Pedra Azul que Mora em Mim". Foi bancária por 33 anos e atualmente segue erguendo a bandeira de uma mulher aposentada: aposentada para o mercado, mas livre para fazer o que ama – poetizar a vida e viver o seu novo amanhecer. Iara tem várias poesias escritas e considera uma honra ter um dos seus poemas – "Quem Disse"– musicado pelo cantor e compositor mineiro Lima Júnior, da cidade de Almenara. Seus textos retratam a sua sensibilidade intuitiva diante da vida e, sobretudo, o prazer de transformar sentimentos em palavras, eternizando tudo aquilo que, mesmo passageiro, pode permanecer para sempre dentro da gente.
Para selar esse sentimento, ela deixou um poema de sua própria autoria, que expressa essa essência (e eu tive a honra de dizê-lo):
A alma guarda em seu interior uma dor, uma lembrança, uma saudade!
A alma tem seu canto, seu romance, sua poesia e uma grande
história...
E nossa querida IARA apresentou nossa homenageada Isabel
Mendes, mulher invisibilizada... que precisamos conhecer:
Um
pouco sobre a vida de Dona Isabel.
Isabel Mendes da
Cunha - "Isabel das Bonecas“ - 03/08/1924 – 30/10/2014 90 anos
Nasceu na Fazenda Córrego Novo, município mineiro de Itinga.
Mudou-se ainda jovem para Santana do Araçuaí, hoje município de Ponto dos
Volantes, Vale do Jequitinhonha-MG.
Conhecer a arte de Dona Isabel, a célebre mestra ceramista
do Vale do Jequitinhonha, é fundamental para compreender a riqueza, a
resiliência e a transformação da arte popular brasileira
Em 2007, deu uma entrevista ao Museu da Pessoa, descrevendo as dificuldades sofridas em sua vida e também fornecendo a motivação para iniciar no mundo da cerâmica até se tornar uma grande artista nesse segmento e adquirir seu título de "Isabel das Bonecas".
Dona Izabel
rompeu o limite do utilitário para criar peças com um realismo
impressionante e riqueza de detalhes. Utilizando pigmentos minerais da
própria região e ferramentas simples como sabugos de milho, faquinhas e trapos,
ela moldava feições expressivas, penteados elaborados e texturas que imitavam
rendas e bordados em seus temas mais famosos: as noivas, a maternidade e o
cotidiano.
O impacto de
Dona Izabel estende-se pela sua extrema generosidade em ensinar. Ela não
guardava segredos técnicos; pelo contrário, formou gerações de ceramistas
dentro de sua própria família — incluindo filhos, netos e vizinhos,
consolidando uma verdadeira escola de cerâmica em Santana do Araçuaí que mantém
viva a tradição viva até hoje.
Em uma região
historicamente marcada pelo êxodo temporário de homens em busca de trabalho
sazonais, o barro tornou-se um elo de força, sobrevivência e resiliência
para as mulheres que permaneciam nas comunidades. A arte de Dona Izabel deu
protagonismo à identidade mineira, transformando a realidade socioeconômica
local e transformando artesãs em chefes de família.
A relevância de sua obra transcendeu as montanhas de Minas
Gerais para ganhar o mundo. Dona Izabel recebeu premiações de prestígio, como o
Prêmio UNESCO de Artesanato Popular e a Ordem do Mérito Cultural,
figurando hoje com destaque em grandes acervos de arte brasileira e exposições
permanentes.
A obra de Dona Isabel é - Símbolo de identidade e resistência -
Uma ponte que conecta gerações e territórios.
Palmas pra nossa querida Iara e para Isabel Mendes...
💜💧💦💥💙
E Sandrinha, continuando sua performance Esse Chão, nos apresenta sua dança = Música: Senhora do Rosário. Coreografia: Uma dança!
Muitas palmas para Sandrinha...
💜💧💦💥💙
Nossa próxima homenageada: Luciana Teixeira fundadora da cidade de
Araçuaí... Quem vai apresentá-la? Laís Carmona
Atriz, produtora e gestora cultural, natural de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, e atualmente residente em Belo Horizonte. Sua trajetória é atravessada pelo teatro, pela cultura popular e pelo trabalho de fortalecimento da arte e da cultura. Entre a gestão e o fazer artístico, encontra na arte um espaço de expressão, memória, identidade, afeto e transformação.
Muitas palmas para Laís e para Luciana Teixeira, grandes mulheres...
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E a Sandrinha puxou um brinquedo: 'História da serpente'... Foi uma delícia!
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E nossa querida SBCense Antonieta, após cada apresentação, entregava com muito carinho os nossos Certificados de participação. Fotos lindas!
https://drive.google.com/file/d/1zpMIi7S71fR9Fz9G_hiQXrenhYOlMhjp/view?usp=sharing







