Muito emocionante... Lembranças, afetos, risadas... abraços, novos amigos e amigas...
Na entrada do Andu de Dois, já recebendo nossas convidadas...
Querido Philip abriu nosso sarau com música do Zé Ramalho, tudo mundo cantou junto com ele. Pena que não temos o vídeo.
Em seguida, apresentação do SBC... destaque para o SBC anárquico: invertemos a ordem tradicional, ou seja, em vez de começarmos com o Hino e a apresentação da(s) convidada(s) especial(ais), começamos pelas homenageadas:
A primeira delas, Zélia Gattai, apresentada pela nossa querida Antonieta, reparem a elegância da pessoa:
Zélia Gattai Amado de Faria foi uma escritora, fotógrafa e memorialista brasileira, autora de obras como Anarquistas, Graças a Deus e Um Chapéu para Viagem. Casada por 56 anos com Jorge Amado, publicou memórias, literatura infantil e romance. Membro da Academia Brasileira de Letras, sua escrita preserva a memória social e cultural brasileira, unindo relato autobiográfico e testemunho histórico.
Claro que Antonieta aprofundou bastante, como sempre... aqui só um resuminho da sua fala.
Zélia Gattai e Jorge Amado
Nossa segunda homenageada, Margarida S. Franco, apresentada por Maria Eloisa Franco, sua filha, nada mais nada menos do que nossa querida Diza! Foi muito emocionante, a Diza recitou e cantou poemas e musicas dela, inéditas, uma honra para nós do SBC:
Depois das nossas homenageadas, apresentação das nossas convidadas especiais:
A Diza, dessa vez, contou a sua própria história: de roqueira até sambista... De como conheceu Seu Expedito, na verdade o saudoso Didi 7 cordas, pai da Solange Leite, nossa querida Sol Cartola (dizem que a Sol era conhecida como a viúva do Cartola... kkk)... e foi através do Seu Didi que ela, Diza, conheceu a Sol... hoje amigas irmãs...
Didi 7 cordas
E a Sol foi emendando a história, contando sobre ela e o Bar Cartola, onde ela era a proprietária! Seu orgulho de "apresentar" o sambista aos rapazes e moças novinhos(as), universitários, que começavam a gostar do samba com a sua influência. Isso tudo entre uma música e outra:
Nosso querido SBCence Alvimar, presidente da grande Escola de Samba Triunfo Barroco, acrescenta à história da Sol sobre o Cartola Bar, outros bares em Belo Horizonte que atraiam grande público, isso nos anos 90, 2000... e que consolidaram o samba em BH e fazem sucesso até agora, como o Opção, do nosso querido Ronaldo Coisa Nossa:
Resgatamos um vídeo da época, princípio do século, quando ensaiávamos o nosso hino para o primeiro desfile de Carnaval do SBC:
Depois, a surpresa: nossa querida SBCense Márcia pede o microfone e nos apresenta poema dedicado às mulheres, hoje às NOSSAS MULHERES CANTORAS, falando da força da voz feminina, das dores, dos sonhos, da liberdade e da inspiração que elas levam para outras mulheres e meninas. Não temos vídeo, mas resgatamos o poema:
Nossas Mulheres!
que chegam cantando,
com a voz doce ou forte,
trazendo no peito histórias de amor
de dor, de coragem e de sonhos.
Mulheres que cantam não apenas melodias,
Mas também suas lutas,
suas escolhas, suas conquistas,
e a liberdade de serem quem são.
Cantam o amor,
mas também cantam a liberdade.
Cantam as lágrimas que um dia esconderam,
as cicatrizes que carregam
e a esperança que nunca deixaram morrer.
São vozes que atravessam gerações e fronteiras.
Vozes que dizem;
"Eu estou aqui. Eu tenho uma historia. Eu tenho algo a dizer".
E quando uma mulher encontra a própria voz
Ela não canta apenas para si.
Ela abre caminhos, inspira outras mulheres,
ensina meninas a sonhar,
e mostra que ninguém deve ter medo.
Nossas Mulheres!
Cantoras de ontem, de hoje e de amanhã...
Cada uma com seu jeito, sua história, sua verdade.
Que nunca lhes falta coragem para cantar.
Que nunca lhes falte força para recomeçar.
E que nenhuma voz feminina seja obrigada a se calar.
Porque quando uma mulher canta,
o mundo escuta
E quando muitas mulheres cantam juntas,
não há silêncio que consiga apagar a força de suas vozes.
Nossas Mulheres!
Bossa Voz!
Nossa História!
Nossa Liberdade!
E outra surpresa: a Sol resgatou uma fala sobre Mulheres Fortes e Mulheres de Força, potente, de transcendência, aprendizagem e crescimento... e compartilhou conosco, com a sua generosidade imensa:
UMA MULHER FORTE VERSUS UMA MULHER DE FORÇA
Uma mulher forte malha todos os dias para manter seu corpo em forma...
Mas uma mulher de força constrói relacionamentos, para manter sua alma em forma.
Uma mulher forte não tem medo de nada...
Mas uma mulher de força demonstra coragem, em meio aos seus medos.
Uma mulher forte não permite que ninguém tire o melhor dela...
Mas uma mulher de força dá o melhor de si a todo mundo.
Uma mulher forte comete erros e evita os mesmos no futuro...
A mulher de força percebe que os erros, na vida, também podem ser bênçãos inesperadas e aprende com eles.
Uma mulher forte tem o olhar de segurança na face...
Mas uma mulher de força tem a graça.
Uma mulher forte acredita que ela é forte o suficiente para a jornada...
Mas uma mulher de força tem fé que é durante a jornada que ela se tornará forte!
Como aprendemos com nossa querida Lady Cali, convidada do sarau de agosto: "Nós do SBC vamos de plenas e plenos a bandas" = bandoleiras(os) , bandidas(os)... Ao final o sarau, invertendo tudo como anárquicos que somos, cantamos o hino (que seria na abertura) fazendo um "cortejo" pelo Andu, como um dos nossos estandartes pendurados no pescoço... a "banda"! Farmando aura!
Nessa altura eu já tinha perdido um brinco, para tudo, todo mundo procurando o brinco por todo o Andu... brinco não encontrado. Chegando em casa tiro o sapato e encontro o mesmo:
E ainda ganhei outro brinco lindo! E lembramos, já em casa, que tínhamos esquecido de levar os certificados de participação às nossas convidadas especiais, assim como os cartazes das mesmas para serem colocados no nosso varal... levaremos no nosso próximo sarau... com certeza, com cerveja...
Essa resenha é uma 'palinha', nem um décimo de tudo que aconteceu ao vivo e das energias trocadas. Mais uma vez agradecemos a todas as pessoas que fazem nossos saraus serem tão gostosos... e às pessoas que nos seguem, nos leem, nos assistem.