quinta-feira, 2 de março de 2023

Da série: CONHECENDO O(s) VALE(s)

Fronteira dos Vales no mapa de Minas Gerais
A história do lugar tem início  por volta de 1891, com a chegada à região de dois irmãos que procuravam se esconder devido a um crime que haviam cometido. Eles usavam um código com duas pancadas em pedras sobre pedras produzindo a sonorização de 'Pam-pam...'. A eles juntam-se familiares e logo se forma um arraial chamado de Córrego do Pampã.  Em 1938 o arraial passa a Distrito de Teófilo Otoni, com o nome de São José do Pampã. Emancipa-se em 1963, com o nome de Pampã e, posteriormente, recebe a denominação atual de Fronteira dos Vales, por estar situada entre os vales do Mucuri e Jequitinhonha.  Está distante 740 km de Belo Horizonte, tendo acesso pelas rodovias BR-381, BR-116, BR-367, MG-105. 

Pois não é que existia mesmo a cidade com esse nome?

Mas  nosso caso começa em Virgem da Lapa, também uma cidade do Vale. Antes, porém, vamos falar de algumas cidades envolvidas no caso: 


Virgem da Lapa: O nome da cidade é uma referência a Nossa Senhora da Lapa, cuja imagem atribui-se ter sido encontrada por garimpeiros da região. O topônimo (ou "nome geográfico") foi uma sugestão do então presidente da Câmara Municipal Vicente Paulino Murta (mais conhecido pelo apelido "Seu Doce"), juntamente com outros representantes do recém-criado município. Virgem da Lapa foi fundada em 1948, em decorrência da emancipação político-administrativa do arraial de São Domingos do Arassuahy.


Viram? "pertim" de Araçuaí (como se escreve agora), o "logo ali" de mineiro, ainda mais de "baianeiro", os mineiros dos Vales, Jequitinhonha e Mucuri. 

O Município de Araçuaí está localizado no Nordeste de Minas Gerais, no Médio Jequitinhonha, a uma distância de 678 Km de Belo Horizonte. Sua emancipação política ocorreu em 1871. Mas a história de Araçuaí teve início por volta de 1830, quando Luciana Teixeira, proprietária da Fazenda Boa Vista da Barra do Calhau, deu abrigo aos emigrantes da Barra do Pontal (canoeiros e meretrizes expulsas pelo Padre Carlos Pereira de Moura, da Aldeia do Pontal (hoje Itira) localizada a alguns quilômetros abaixo, na confluência dos rios Araçuaí e Jequitinhonha. O Arraial que então se fundou chamou-se "Calhau", devido à grande quantidade existente no local de pedras lisas e arredondadas, esculpidas pela correnteza das águas. O Arraial de Calhau foi elevado à categoria de sede de Distrito em 1857. A instalação sob a denominação de Vila de Arassuay deu-se em 1871, para finalmente a 21 de setembro de 1871 ser elevada à categoria de cidade, por força da lei nº 1870, com o nome de Araçuaí. Esse nome é de origem indígena, e quer dizer Rio das Araras Grandes.

E Araçuaí é "pertim", também, da minha terra: Salinas, 116 km de Araçuaí a Salinas.

                                    Vista aérea de Salinas-MG

A grande investida por estas paragens principiou em 1554, quando o desbravador Francisco Bruzza Espinosa partiu de Porto Seguro/BA e percorreu toda essa região do Norte de Minas, chegando até o Jequitinhonha, Rio Pardo, Serra das Almas, Itacambira etc.

Um século depois, em 1663 o famoso Conde da Ponte iniciou a ocupação desta região. Por volta de 1698, o bandeirante Antônio Luiz dos Passos estabelecia uma fazenda de criação de gado às margens do Rio Pardo, e daí percorreu toda essa região, a procura de riquezas. Numa dessas incursões chegou às margens de um rio pouco caudaloso e encontrou ricas jazidas de salgemas. Os índios que habitavam esta região eram os Tapuias da Nação G.

Em 1833 era emancipado o distrito de Rio Pardo, pertencente a Minas Novas/MG, e o distrito de Salinas era incorporado ao município de Rio Pardo. Em 1838, era realizado um recenseamento, onde habitavam no Arraial de Santo Antônio de Salinas, 248 pessoas. Em 1880 A Vila foi elevada à categoria de Arraial de Santo Antonio de Salinas. Em 1855, Dona Ana Maria de Araújo, proprietária da fazenda Ribeirão, doou um pedacinho de terra para que nela fosse construído um cemitério coberto com casas precisas para este fim.

Em 1923, é mudada a denominação de Santo Antônio de Salinas para SALINAS / MG, e no ano de 1932 tomou posse o nosso primeiro prefeito municipal (nomeado), Dr. Clemente Medrado Fernandes.

Ultima cidade envolvida no nosso caso: Joaíma era um distrito criado em 1911 e subordinado ao município de Arassuaí (hoje ARAÇIAÍ) e mais tarde São Miguel Jequitinhonha (hoje JEQUITINHONHA). Em 1943 é elevado à categoria de município com a denominação de Joaíma. Os primitivos habitantes foram índios botocudos, chefiados pelo cacique Joahima. Com a colonização, vieram os portugueses. Em 1892, chegou ao pequeno povoado Cypriano de Souza, acompanhado de numerosa família, vindo de Santa Rita (depois Medina); esse novo morador deu incremento à vida do lugar, iniciando amplas plantações e construindo, sob a orientação do Padre Emereciano Alves de Oliveira, a primeira Capela, onde, em 1900, foi celebrada a primeira festa do Senhor do Bonfim, padroeiro do lugar. Por essa época, chegou ao povoado o gaúcho Manoel Luiz, chefiando cerca de duas centenas de brancos e indígenas, que se atiraram aos trabalhos da lavoura e se radicaram na foz do Ribeirão Anta Podre, consolidando de vez, o arraial.

O primeiro nome de Joaíma foi "Quartel" ou "Quartel de Água Branca", nome do córrego às margens do qual foi instalado um Quartel da 7ª Divisão Militar de São Miguel. Com o crescimento da aldeia, foi necessário criar mais um Quartel e o lugar passou a denominar-se "Quartéis do Bonfim", em homenagem ao Padroeiro do local, Nosso Senhor do Bonfim. Em 1911 o povoado foi elevado à categoria de Distrito, do recém criado município de São Miguel de Jequitinhonha, com o nome de Bonfim de Joahima. Com a emancipação política, em 1948, o município recebeu o nome de Joaíma, em homenagem ao chefe indígena Joahima.



Depois do conhecimento histórico dessas cidades lindas do Vale - ou dos Vales - e "dum gulim de cachaça" - a melhor do Brasil, vamos à história de PAM PAM, que envolve todas elas:

Ela nasceu em Virgem da Lapa, morava em Araçuaí e se casou com um Salinense, teve um casal de filhos, se mudou para Belo Horizonte, e agora é uma senhorinha "biza" muito da serelepe. 

Numa situação triste da família, situação de perda, ela recebia, em sua casa, irmãs de outra cidade. E, como tudo na vida, ela também estava feliz revendo as irmãs. Conversando de sábado pra domingo, até de madrugada -  na verdade ela queria "raiar o dia" conversando -  lembrando coisas da infância e juventude passadas por aquelas bandas do Vale. 

Mas uma das irmãs disse: Gente, precisamos dormir um pouco pois viajaremos de volta daqui a pouco, ou seja, bem cedinho de domingo. 

- "fazer o que", concordou a senhorinha... mas não sem antes fazer PAM PAM... ela se lembrou de um parente de Joaíma que "garrava" na prosa - e 'nuns gulim' de cachaça - e, numa certa altura da conversa, quando não tinha mais jeito, ele se levantava e dizia: AGORA VOU PRA PAM PAM... isso significava "fim de prosa"... Inclusive ele ficou com a apelido de PAM PAM.

Sei que o PAM PAM era um sujeito muito alto, tinha umas pernas muito grandes ... e quando ele levantava para "fazer PAM PAM" (ou ir pra PAM PAM), ele meio que passava uma perna por cima da mesa, parecendo um gesto - ou um golpe - de capoeira. 

Pois essa senhorinha, naquela altura da conversa com as irmãs, disse: Ok, vamos dormir, mas não sem antes fazer PAM PAM... e se levantou do sofá e foi passar a perna por cima da mesinha do centro da sala, imitando o PAM PAM... 

A pessoa ficou em uma perna só... perdeu o equilíbrio... caiu por cima da irmã... as duas caíram no chão...  a senhorinha bateu a cabeça no chão... 

Claro... ficaram até o amanhecer do dia fazendo compressas de gelo... todas preocupadíssimas ...  e, ao mesmo tempo,  rindo muito  do PAM PAM. 

Dia seguinte: hospital, exames... uma delas trincou a bacia... e a do PAM PAM, apesar do galo na cabeça, não foi visto nada mais grave nos exames. 

"Entre mortos e feridos" salvaram-se todas... e resgataram a memória de PAM PAM, a cidade - agora FRONTEIRA DOS VALES , e dessas outras cidades dos vales do Jequitinhonha e Mucuri que tanta alegria nos trazem nas nossas memórias. 

Passado o sufoco, este é um caso pra rir... de uma senhorinha linda, na "flor da idade", cheia de vida, exemplo para toda a família... e pra mim, sua filha...


Em tempo: a pesquisa das histórias das cidades foram feitas nos sites das mesmas.

Ainda em Tempo: continuamos com nossos projetos, SOBRE O VALE... e o projeto SOBRE A AMÉRICA LATINA... quem quiser mandar seus texto, suas memórias, encaminhe para o e-mail:
tusantuza@gmail.com.

Abraços carinhosos a tod@s





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

CARNAVAL SBC 2: A MISSÃO

Querida SBCense Antonieta nos manda seu depoimento sobre o carnaval na Avenida, desfilando pela Cidade Jardim. 

Experiências de carnaval

As pessoas sempre me diziam que desfilar numa escola de 
samba era uma coisa muito emocionante. 
Eu, no meu ceticismo, achava que estavam exagerando. 
Até que recebi o convite para desfilar na escola 
de samba Cidade Jardim em Belo Horizonte. Na terça-feira de 
carnaval, em meio a uma correria infernal, 
fomos buscar a nossa fantasia que havia sido nos ofertado 
gratuitamente.
 Chegamos no barracão da escola e já ficamos emocionados. 
Neste ano, a escola de samba Cidade 
Jardim iria homenagear o presidente Lula. Só pelo enredo já 
dava mesmo que se emocionar. Travamos 
uma luta política de grande monta nas últimas eleições. 
Vencemos os medos, as fake News, a máquina 
eleitoral bolsonarista e todo o anti petismo que se instalou no 
coração de cada brasileiro.
 A escola Cidade Jardim prometia. Desfilaria na avenida Afonso 
Pena com o tema: Sem medo de ser feliz. 
Estavam previstas 11 alas tinham como objetivo retratar a 
presidência de Lula. Algumas das alas eram: a 
do pré-sal, a da educação, a do Brasil sem fome, a dos torneiros 
mecânicos, a ala LGBTQIA + e a ala do 
Minha Casa Minha Vida. E foi nessa que nós desfilamos.



















Horas de espera até que entrássemos na avenida. A Escola 
de samba Cidade Jardim estava simplesmente 
maravilhosa. Com muitos componentes, com uma alegria 
contagiante e um samba-enredo que retratava 
perfeitamente tudo que representa para o Brasil o presidente 
Lula.

SEM MEDO DE SER FELIZ
 
AUTORIA:
(PIRULITO DA VILA 
E FABINHO DO TERREIRO)
 
SEM MEDO DE SER FELIZ
NO PAU DE ARARA DO NORDESTE ELE SAIU
SOLO RACHADO, 
PÉ DESCALÇO
ELE CHEGOU E QUEM VIU
A PRESIDENTE 
DESSE MEU BRASIL
 
ALÔ CIDADE JARDIM
SEU JAIRO ESQUENTA O TAMBORIM
SE TEM JUSTIÇA SOCIAL
TEM LULA NESSE CARNAVAL 
 
LULA LA, 
BRILHA NOSSA ESTRELA
PRA SOMAR, 
CRESCE A ESPERANÇA
EDUCAR UM BRASIL CRIANÇA
 
VEM SEM TERRA
NEGROS, ÍNDIOS, LGBT
QI A MAIS,
NA LUTA POR DIREITOS IDEAIS
 
OO O FAZ UM L AI, 
OO O FAZ UM L AI
QUE O CORAÇÃO PERNAMBUCANO
HOJE VAI EXPLODIR
 
O POVO USADO, ESCRAVIZADO
POR ESSA ELITE DE OUTRORA
DEIXE O MEU BRASIL
NOSSA AMAZÔNIA JOIA RARA
OBAMA JÁ FALOU 
ESSE É O CARA
 
VALEU ACREDITAR
NESSE MEU CORAÇÃO  
PRESO LIBERTADO,
PELA VOZ DESSE POVÃO
DE OPERÁRIO A PRESIDENTE
A GENTE CANTA ASSIM É
13 LULA CIDADE JARDIM.
 
(SAMBA-ENREDO DO CRES CIDADE JARDIM, 
CARNAVAL 2023)

 Finalmente entramos. E aí o coração explodiu de felicidade. 
Estávamos ali não só para desfilar em 
uma escola de samba . Estávamos ali para festejar uma vitória 
que é de todos todas e todes. Uma vitória 
que nos custou muitas conversas muita disposição para 
vencermos preconceitos políticos, sociais, 
econômicos e também religiosos.
Quando estamos numa ala de escola de samba não temos a 
visão do "conjunto" da escola de samba.
Na verdade só temos visão "de uma parte" da escola.
 Na quarta-feira de cinzas tivemos a oportunidade de 
assistirmos ao desfile integralmente. Aí o coração
 bateu mais forte realmente. A nossa escola deu um verdadeiro 
show de alegria, de esperança, de garra 
e de disposição para vencer.
Nossa esperança é que a nossa escola ganhe o carnaval  de 
Belo Horizonte . Entretanto, ganhando ou 
não a experiência de desfilar na avenida ficará para sempre 
guardado em nossos corações.
Abraços ansiosos: Antonieta e Anselmo.
P.s.: Que pena 😢!
Nossa escola não ganhou.
Entretanto, continuaremos na luta por um Brasil soberano, mais igualitário e com desenvolvimento sustentável.
Obrigada, queridos, pelo depoimento lindo.
Abraços carinhosos



Carnaval SBC 23: FLORES DE DEMOCRACIA

 

Começamos apresentando nossa Porta Estandarte 2023, alegria total.

                      FINDOU O CARNAVAL

                     NAS CINZAS PUDE PERCEBER

                      VITÓRIA DO   S B C !!!

Vencemos em todos os quesitos: beleza, empatia, camaradagem, alegria, abraços, entre outros...

Junto com os blocos amigos: TODO MUNDO CABE NO MUNDO, SOU VERMELHO, PADRECO, BIGODE... e todos os blocos da nossa ABRA-BH (Associação dos Blocos de Rua de Belo Horizonte), representado pelo querido Robson, que teve o carinho de guardar na sua casa as tatuagens ASSÉDIO, NÃO!, uma ação da @revim.mg, com o apoio do @crpmg e @cdlbh.





O SBC constata com tristeza como ainda é internalizada, naturalizada, reproduzida, a ideia de que "a culpa é da mulher".

Ouvimos, num ponto de ônibus, diante de um rapaz de bermuda e duas mulheres de short e top, uma senhora dizer: 

- Desse jeito que elas andam, depois não querem que aconteça nada...

(tristezas de carnaval... e do nosso mundo...)



Enfim, as tatuagens foram distribuídas em vários blocos... e continuaremos distribuindo durante todo o ano... nos ônibus... na chuva... na rua... nas praças... em todos os bairros...


                                                    

FANTASIAS INTERESSANTES:

                                       


















COMIGO NINGUÉM PODE

Muitas do Stuckert, fotógrafo do Lula; muitas da Janja; Jesus...

E a simplicidade das "fantasias" que refletem a "Revolta da Alegria":











E a "Adélia trabalha aqui?" foi ampliada: Drummond trabalha aqui?, Sabino trabalha aqui?, Otto Lara trabalha aqui? Conceição Evaristo trabalha aqui? ... e muitos outros cartazes, denunciando uma ignorância cultural própria de uma classe de governantes que "temem" a cultura.


Pois carnaval é arte, cultura, denúncia, amor e política!!!

E chegamos à terça feira, grande dia do SBC: Nosso encontro começou com a homenagem à nossa madrinha, D. Dulce:

E, logo após, o "grito de carnaval" deste ano: "tá caindo flor":
FLORES DE DEMOCRACIA
FLORES DE LIBERDADE
FLORES DE IGUALDADE
FLORES DE EMPATIA
FLORES DE ALEGRIA
FLORES DE AMOR...

Tivemos, em vez de confete e serpentina, distribuição de flores recortadas de tecidos, que as pessoas colocavam nas roupas e já se transformava num "conceito" do carnaval "Tá caindo flor"; assim como o  conceito "ecológico" do SBC, quase nenhuma sujeira...
Nossas lindas floristas

E começamos o CORTEJO, horário "cravado", nossa Regente é exigente, como deve ser:
Além de tudo, ótima cantora... e linda!!!

                                    COMISSÃO DE FRENTE
                            Outro lance da COMISSÃO DE FRENTE: gente feliz é linda...

                Paradinha do desfile na casa de Velhinhas lindas... sempre emocionante...

                                            SEGUE O BLOCO...
                                    SEGUE O BLOCO 2


COMITÊ DE RECEPÇÃO DO CORTEJO 
O SBC gosta do desfile, mas gosta muuuiiito da concentração e dispersão... então algumas pessoas são "nomeadas" para receber o bloco, com toda alegria.

Nossos anfitriões

Nosso casal SBCense de fotógrafos e filmadores


Enfim, a dispersão: duas horas de música da melhor qualidade!!! só temos a agradecer a esses músicos maravilhosos: Seu Marcelo e toda a família Bigode, Marcão, Bruno, Fil... 
e grande Carlitos, nosso "diretor musical"...

Agradecendo também a Belotur, na pessoa do Kleber, presente e solícito, BHtrans, super pontual, SLU na limpeza logo após o encerramento do evento. E o pessoal da PM que nos acompanhou.

E todas as pessoas presentes... e as que não puderam ir mas trabalharam apoiando nosso bloco!

Por fim, lá pelas 20 horas, um carro da PM passa pra lá e pra cá com a sirene ligada e quase passando no meio fio, assustando as pessoas que ainda estavam no local,  dando a impressão de "dispersão" quando já estávamos terminando a festa. Desnecessário, no nosso entendimento. Lá pela terceira ou quarta vez todas as pessoas "aplaudiram" o carro... 

E terminamos a festa, sem que isso nos tirasse a alegria...
Até nosso próximo carnaval...
Continuamos nos demais projetos SBCenses... Participem!!!
Celebrando a vida... sempre...





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Carnaval 2023: TÁ CAINDO FLOR...

 

Agradecendo desde já a todas e todos os SBCenses conosco neste projeto do SBC - SAMBA BOBAGEM CERVEJA:  nosso  nono carnaval, o último - oitavo - foi em 2020, com o tema  VERDE QUE TE  QUERO VERDE - Leonardo, salve a Amazônia!... vejam resenha no post de 02 de março de 2020. 
E não é que agora, em janeiro, nossa Ministra do Meio Ambiente Marina Silva "fechou" com o Di Caprio operação emergencial para 'salvar' a Amazônia!!! (print - que não me deixa mentir) :


Enfim... SOBREVIVEMOS!!!

Faixa de chamamento já no local, Bar do Léo, Rua Vila Rica esquina com Francisco da Veiga,    Bairro Caiçara, Belo Horizonte-MG.



Algumas fantasias já prontas, Carnaval é política - e humor...
 Filosofia SBCense: o riso desoxida talentos, inclusive o talento para o bem viver... e acrescentamos: abrir o "globo pensante" para "ver" o mundo - e se colocar como transformadores do mesmo - para um mundo mais justo, mais distributivo, mais alegre. 


Quem já dizia coisa parecida, desde o século passado, Dom Helder Câmara (1909-1999), grande nordestino, grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil.

“Se dou pão aos pobres, todos me chamam de santo. Se mostro por que os pobres não têm pão, me chamam de comunista e subversivo”, dizia Dom Helder.

Para o SBC a alegria é subversiva, é revolucionária, transgressora, pode mudar o mundo, começando pelo "nosso mundo"...

Continuando... e recordando: o SBC é ABERTO, INCLUSIVO, ANÁRQUICO, DEMOCRÁTICO, ECOLÓGICO... FEMINISTA ... e INTERGERACIONAL (acrescentamos...)

Viva a juventude de todas as idades!!! E abaixo os "padrões de juventude"!!!

Como nossa querida homenageada, Dona Dulce, a alegria em pessoa... vejam (ou releiam) nosso post de 29 de janeiro de 2023 e fiquem por dentro da nossa programação: dia 21 de fevereiro a partir das 14 horas...

ATÉ LÁ!!! LEVEM seus tamborins ...




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Ao grupo CLUBE DO CABELO CURTO

Caras amigas,

Tenho cabelo curto desde adolescente - ou pré adolescente, quando cortava no estilo Elis Regina. Naquela época era super revolucionário este cabelo muuuuuiiiitoooo curto. E eu me identificava com essa mulher transgressora, forte, determinada... era assim que eu a via... e era minha referência, o que eu queria "ser quando crescesse".

Especialistas em linguagem corporal falam sobre a questão dos cabelos curtos nas mulheres. E dizem que quando as mulheres cortam os cabelos, elas se sentem mais poderosas, mais donas de si, mais independentes e mais corajosas. Dizem, ainda, que cabelos curtos fazem as mulheres serem cada vez mais decididas, mais práticas e que não aceitam menos do que merecem. "Quem encara as tesouradas demonstra que não tem mais paciência para os joguinhos típicos da conquista", diz uma dessas especialistas, Cristina Cairo.

Mas sempre importante lembrar que a mulher tem o cabelo que ela quiser... quando descobrimos que nossa força não está nos cabelos e sim em nós, com certeza vamos muito mais longe. Ai, sim, estamos mais livres... um pouco mais do que ontem e um pouco menos do que estaremos amanhã...


Inspirada na atriz Danuta Stenka no filme REDE DE ÓDIO, produção polonesa  de 2020, excelente, recomendo - leiam nosso post de 12 de agosto de 2021: 'Na mesma mesa' , resolvi mudar o corte... Meu cabelereiro, Tiago, super recomendo pra quem gosta de cabelo curtinho, ele adooora cortar bem curtinho (já repararam que tem cabelereiroxs que não gostam?) ... Tiago está agora com  estúdio na sua própria casa, no bairro Carmo, em Belo Horizonte. 
Seu contato no Whats: 31 9784-2121

Demos o nome a este corte: estilo "hominho" ... Meu neto pré adolescente também adora cortar desse jeito. Outra amiga dá o nome de "Joãozinho". Ela conta que quanto passou no "exame de admissão" - século passado, hoje quinta série do fundamental, sua mãe disse para ela escolher um desejo que ela atenderia... pois não é que a menina escolheu cortar o cabelo tipo Joãozinho, era seu sonho. A mãe atendeu, antes ela tinha o cabelo grandão e esticado numa trança - ou rabo de cavalo, como se dizia no século passado -  que dava dor de cabeça a noite. Enfim, este corte é uma máquina 4 (ou 2) com um "topete" que você pode fazer do jeito da atriz ou deixar sem pentear - fica bom também.


E, no mesmo dia que cortei, fui no niver de uma amiga. Algumas acharam o corte - outras não... não podemos agradar todo mundo, agrademos a nós mesmas.

E uma disse: tá parecendo uma calopsita! eu ri... e pratiquei humildade... não sei (e nem vou saber...) se ela estava fazendo um elogio ou uma 'gozação'... e reportei aos nossos conceitos SBCenses de BemViver e BemRelacionar: 

- O primeiro deles trata de um "exercício" que o SBC pratica sempre entre as amigas e amigos, principalmente entre amigas... Pois é próprio da nossa cultura (ou seja, é historicamente aprendido) a rivalidade entre nós, mulheres. Pois bem, para combater essa rivalidade nós praticamos uma ampliação do termo "piropa"; e fazemos sempre 'piropas' entre nós - uma ressignificação da palavra, pois originalmente "piropa" está no campo de "cantadas", no campo afetivo-sexual. Mas nós fazemos muitas "piropas" umas com as outras - a prática do "empoderamento" é, para nós, a arte da piropa entre amigas (e também entre amigos).

- A segunda ideia SBCense é: caso você tenha dúvida em relação à fala da amiga com você, prefira sempre interpretar como uma "piropa"; pois se a intenção dela era te destruir o veneno ficará com ela e você terá realizado a apropriação da palavra para o seu bem-estar... Assim como, na história, algumas palavras que eram "ofensivas" foram ressignificadas por grupos que sofriam vários tipos de violência, inclusive a verbal.  E, ao fim, os grupos conseguiram dar o valor positivo ao termo. Isso aconteceu, por exemplo, com a palavra QUEER; nos anos 90 essa palavra era usada super pejorativamente para os gays; e agora QUEER significa, num conceito mais amplo, liberdade para "ser que você quer ser". 

O SBC nos ensina muito para o bem viver e bem relacionar... Tenho orgulho de pertencer a este grupo.


Recordei, mais uma vez, a "música da minha vida", uma música que me energiza, me dá força e coragem... para a vida... como os cabelos curtos...

http://sbccoletivo.blogspot.com/2020/06/resgatando-energias-positivas.html?m=1

Abraços carinhosos a todas,