Só depois da foto que me disseram que era pra ser com o "capacete" da fantasia, linda por sinal...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
TRIUNFO BARROCO, NOSSA GRANDE ESCOLA DE SAMBA DE BH
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Conversas entre Freud e Rosa... e nós
Não me lembro muito bem da frase atribuída a Freud, mas a ideia é a seguinte: quando Paulo fala de Pedro Paulo está falando mais dele mesmo do que de Pedro.
O que mais observamos nos outros são projeções de nós mesm@s. Ao usarmos dessa premissa para o autoconhecimento nos enriquecemos muito. O problema em relação ao desenvolvimento desse ‘hábito’ é que é comum, também, a característica “resistência a admitir problemas”, como se diz num famoso teste de personalidade: ou a pessoa é esponjosa – tudo eu, a culpa é minha; ou tudo o outro, eu sou a dona da verdade. O ou|ou também como ‘hábito’ é ‘terrível’ para nosso aperfeiçoamento como seres humanos
Por falar em dona|o da verdade, outro dia estávamos tomando uma cerva e conversando, melhores amigas, tudo que gostamos de fazer. E gostamos, também, de dar “feeedback” umas às outras... e receber. Gostamos não, criamos o hábito entre nós, pois isso nos faz crescer. Numa certa altura uma disse pra outra: Você se acha “dona da verdade”! No que a outra respondeu: “Você também, muitas vezes se coloca dessa maneira!”. Ora, respondeu a primeira: Onde? Quando? Se você me “retruca” me dizendo a mesma coisa isso não vale de nada. Um feedback dado fora do tempo pode estar sendo uma “vingança” de você não ter aceito o meu feedback. As duas discutiram um tanto ... E mudaram de assunto.
E eu fui pra casa... tic, tic, tic... assim digo que fica minha cabeça e meu espírito, quando sou afetada e um assunto me provoca reflexão:
Ai Freud começou a conversar com Rosa, Guimarães Rosa, nosso grande filósofo (conversar na minha cabeça, claro). O segundo disse: “É ‘cumpade’, viver é muito perigoso, a mesma coisa que me salva pode me matar”.
E eu pensando sobre essa característica 'dona da verdade' entre nós, mulheres. Algumas vezes, na minha vida, fui reprimida, cerceada, “colocada no meu lugar” ou “impedida do meu lugar de fala” com esse feedback “Você é dona da verdade! E muitas vezes eu me acabrunhei, me submeti. Quando comecei a perceber isso, minha reação foi, então, de retrucar, de agressividade com quem me dissera – geralmente um homem; e, geralmente, com o objetivo de me submeter... Então eu reagia... Porém, o resultado era angustiante, sabe aquela sensação de ter ganho mas não ter levado? Era isso, eu ficava angustiada com a briga que comprava, muitas vezes eu ganhava a briga na argumentação, porém não conseguia a relação dialógica... mas eu via – e ainda vejo - como um progresso em relação à situação anterior, a de submissão.
- Primeiro, proponha pro outro|a a relação
dialógica: treinar o saber ouvir e saber se expressar; para isso precisamos
sair da competitividade, do ou|ou, do jogo ganha-perde, o ‘desejo inconfessável
de ‘zerar’, submeter, o outro|a, pode ser por ciúme, inveja ou algum outro
sentimento destrutivo – destrutivo quando não temos consciência do mesmo, pois
quando admitimos a inveja tudo fica tão leve... passamos a ‘usar’ o outro como
modelo do que queremos ser;
Já ouvi de uma grande mestra que a humildade é que gera a noção do meu tamanho – que não é estático, é onde me encontro – e os passos para caminhar na direção do que desejo ser ... e o caminhar para o sentimento de amor próprio ... e amor no sentido mais nobre, desejo que o outro|a cresça... e mais: desejo do coletivo, nos juntar para a grande tarefa de construir um mundo melhor, mais distributivo e fraterno.
E, na minha cabeça, nesse diálogo entre Freud e Rosa, se juntou o Sponville... e depois veio o grande Paulinho da Viola, com sua arte:
“As coisas estão no mundo, só que eu
preciso aprender...”
E não é que veio mais uma pessoa ilustre para fechar nossa conversa?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
DÉCIMO QUARTO CARNAVAL SBCence: ARTE SALVA!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
MAIS SUGESTÕES PARA O CARNAVAL
São lind@s!!! É linda a turma da SLU, há alguns carnavais eu observo, parecem equipes super bem treinadas, que andam em turma por BH toda, limpando as ruas pós blocos que passam, numa energia e num entusiasmo de dar inveja... E viva o Carnaval! E vamos ajudar esse povo a ter menos trabalhos, sejamos mais bem educad@s e façamos menos sujeira. E essa equipe era liderada por uma jovem mulher! E eu fiz um exercício de admiração, pedi pra tirar uma foto, eles e elas adoraram e pediram para encaminhar, com elogios, para a SLU...
Exercícios de admiração são ótimos para o bem viver... assim como os de auto estima, tanto no sentido individual, subjetivo, quanto no sentido de soberania, auto estima de um povo, de um país. Outro dia Lula, no Nordeste, disse que se Trump conhecesse a 'sanguinidade' de Lampião ele não ficaria provocando a gente. Sim... Em tom de brincadeira ele disse que se Trump soubesse de seu "parentesco com Lampião" não provocaria o Brasil. E a tradução disso, segundo SBCense famoso é: "Cê é forte mas nóis é mau!". E esse episódio me fez lembrar da história de Lampião, às vezes muito mal contada, fake news já existia desde a 'invasão' ao Brasil, que aprendemos como 'descobrimento'... ou desde muito antes...
Fui, então, pesquisar filmes que falam sobre Lampião e sobre o cangaço, para ver no Carnaval, e encontrei muitos, entre eles os dois melhores:
O primeiro, um filme de 1996:
Baile Perfumado, com direção conjunta de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. É considerado um marco da retomada do Cinema Pernambucano. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Sinopse: Amigo íntimo do Padre Cícero, o mascate libanês Benjamin Abrahão decide filmar Lampião e todo seu bando. Ele acredita que pode fazer uma verdadeira fortuna com o filme. Depois de alguns contatos iniciais, Abrahão conversa diretamente com o famoso cangaceiro e expõe sua ideia de filmá-los, mas os sonhos do mascate são prejudicados pela ditadura do Estado Novo.
O Filme, que pode ser visto no YouTube, revisita a história de Lampião. Realidade e ficção se misturam para essa revisão do mito.
💙💙💙💙💙💙💙💙💙
E o segundo filme, de 1964, mais conhecido, imperdível para todos e todas nós, brasileiros e brasileiras:
Deus e o Diabo na Terra do Sol é um filme brasileiro dirigido por Glauber Rocha,
que se tornou um marco do Cinema Novo e aborda temas de exploração, fé e resistência no sertão
nordestino.
Para criticar a miséria, a exploração, o fanatismo religioso e a violência do cangaço, mostrando o Brasil como um purgatório de luta entre opressão e busca por liberdade e redenção, o filme apresenta uma estética revolucionária que mistura o popular e o mítico com a 'estética da fome'
Sinopse: O filme narra a história de Manuel, um vaqueiro que se revolta contra a exploração do
coronel Moraes. Após matar o coronel em um acesso de raiva, Manuel e sua esposa Rosa fogem e se
juntam aos seguidores do beato Sebastião, que promete libertação através de um catolicismo místico.
No entanto, a morte de uma criança leva Rosa a matar o beato, enquanto Antônio das Mortes, um
matador a serviço da Igreja e dos latifundiários, extermina os seguidores do beato.
"Deus e o Diabo na Terra do Sol" é considerado um dos grandes clássicos do cinema brasileiro, sendo
uma crítica à sociedade da época, especialmente ao coronelismo e à exploração dos pobres. O filme
foi escolhido para representar o Brasil no Festival de Cannes de 1964 e também foi indicado ao Oscar
de Melhor Filme Estrangeiro em 1965.
"Deus e o Diabo na Terra do Sol" não é apenas um filme, mas uma reflexão profunda sobre a luta do
povo nordestino contra a opressão e a busca por esperança em meio à adversidade. É uma obra
essencial para entender a história do cinema brasileiro e suas críticas sociais.
Onde ver: em plataformas de streaming como Prime Vídeo e Itaú Cultural Play (gratuito).
💓💓💓💓💓💓
Mas bom também é se arrumar, sair de casa e ir no cinema, como no tempo de Rita Lee, quem lembra de FLAGRA:
No escurinho do cinema, chupando drops de anis...
Deborah Kerrsábado, 7 de fevereiro de 2026
SUGESTÕES PARA O CARNAVAL
Ré Volução no país do Carnaval: o julgamento final de uma nação fantasiada de democracia


























