Começamos lembrando da nossa metodologia TAP, chamando a atenção para o A: de que maneira somos afetad@s, que reflexões esse filme nos provoca...
E, antes do filme e instigando para o mesmo, lembramos pesquisa recente da datafolha que aponta o crescimento de pessoas - brasileiras - que pensam que as pessoas brasileiras não trabalham porque são preguiçosas! Nossa perplexidade com tal resultado ensejou o "convite" ao filme.
Poucas pessoas presentes, uma pena... recomendamos a todas as pessoas o documentário, precisamos de abrir perplexidades, perguntas, a fim de abrir nossas "cabeças colonizadas", ampliar nossa "visão de mundo" e principalmente do Brasil, enfim, caminharmos na construção da(s) resposta(s) "quem somos nós...", resgatar nossas ancestralidades, nossa história, para além da história que recebemos - e internalizamos - dos nossos colonizadores.
A propósito, no debate após o filme, lembramos do companheiro José Reinaldo Carvalho, jornalista, editor internacional do Brasil 247. Em palestra na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por ocasião do início do genocídio na Palestina, ele abordou os maiores genocídios já ocorridos no mundo e, entre esses, o genocídio no Brasil dos povos originários. Sobre isso fala o documentário... e a pergunta: porque não sabemos disso na escola?
Muitas outras coisas que "não sabemos": Quem foi o Coronel Fawcett? O que são geoglifos? E sambaquis? E a cerâmica de Marajó?
E as frutas - e as árvores - da Amazônia?
Enfim, saiba que essa região era bastante povoada antes dos colonizadores chegarem, saiba como aconteceu o genocídio dessa nossa população... e saiba como a floresta foi, literalmente, construída!
E, ao final, concluimos com a necessidade, desejo, de um maior letramento na história da nossa política, a começar do entendimento do termo política: origem e significado da palavra; história da política no Brasil...
Aguardamos sugestões de vídeos e/filmes que possam nos suscitar reflexões sobre tal tema... e até nosso próximo cineclube, primeira terça de agosto, dia 4.
Abraços carinhosos,
Santuza TU
